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PSI-20 ganha quase 1% e renova máximo de 2001 (act)

A subida de mais de 3,5% dos títulos da Energias de Portugal levou a bolsa nacional a renovar o valor mais elevado desde Março de 2001. O PSI-20 encerrou a ganhar 0,95%, numa sessão em foram negociados mais de 300 milhões de euros e em que cinco cotadas r

Paulo Moutinho 29 de Março de 2006 às 17:09
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A subida de mais de 3,5% dos títulos da Energias de Portugal levou a bolsa nacional a renovar o valor mais elevado desde Março de 2001. O PSI-20 encerrou a ganhar 0,95%, numa sessão em foram negociados mais de 300 milhões de euros e em que cinco cotadas renovaram máximos de mais de cinco anos, destacando-se a Brisa, com uma subida de 2,33%.

O principal índice nacional [psi20] encerrou nos 10.219,60 pontos, renovando o valor mais elevado dos últimos cinco anos, com oito dos vinte títulos que compõem o PSI-20 a valorizarem, oito em queda e quatro títulos sem variação.

A impulsionar o índice estiveram os títulos da EDP [edp]. A Energias de Portugal encerrou a ganhar 3,62% para os 3,15 euros, renovado o máximo de Fevereiro de 2001, numa sessão em que foram transaccionadas mais de 38 milhões de acções.

A eléctrica nacional beneficiou de revisões em alta por parte de algumas casas de investimento e também do facto de se estar a aproximar a data da assembleia-geral da empresa onde deverá ser aprovada a remuneração aos accionistas, e a nomeação dos novos órgãos sociais, com a entrada de Mexia para o cargo de presidente executivo.

A Brisa [brisa] também contribuiu para a valorização do índice ao ganhar 2,33% para os 7,89 euros, tendo renovado o máximo histórico, ao tocar nos 7,93 euros. Segundo os analistas do BPI, os planos de expansão internacional da concessionária são «positivos» para os títulos da empresa, uma vez que vão "trazer o ‘sabor’ que falta ao título".

Na banca, o BPI [bpin], que está a ser alvo da OPA do BCP, subiu 1,20% para os 5,91 euros, depois de ter recuado mais de 1,5% na sessão de ontem.

Já o oferente, o BCP [bcp], fechou inalterado nos 2,64 euros numa sessão em que foram negociados 14,93 milhões de títulos do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto. O Banco Espírito Santo (BES) [besnn], liderado por Ricardo Salgado também encerrou sem variação, nos 15 euros.

A Portugal Telecom [ptc] encerrou a valorizar 0,10% para os 10,12 euros e a participada, a PT Multimédia [ptm], escorregou 0,20% para os 10,07 euros.

No Grupo Sonae, a Sonae SGPS [son] fechou sem variação nos 1,37 euros e a Sonaecom [snc] apreciou 0,49% para os 4,08 euros.

A Jerónimo Martins [jmar], que atingiu o máximo de Agosto de 2000 nos 14,52 euros, encerrou a sessão a ceder 1,67% para os 14,16 euros.

Quem também renovou máximo na negociação de hoje foi a Corticeira Amorim [cor]. A maior produtora de rolhas de cortiça do mundo chegou a negociar nos 1,72 euros, o valor mais elevado dos último sete anos, e encerrou a subir 5,59% para os 1,70 euros.

Para a forte subida dos títulos da corticeira contribuíram as revisões em alta do preço-alvo para a empresa liderada por Américo Amorim por parte do BPI Equity Research, que aumentou o «target» para o final de 2006 de 1,60 euros para os 1,70 euros, mantendo a recomendação de «acumular». Já ontem o CaixaBI tinha revisto em alta o preço-alvo de 1,60 para 1,75 euros no seguimento da apresentação de resultados da empresa.

A Semapa [sema] recuou 0,11% para os 8,85 euros, no dia em que o Santander reiniciou a cobertura das acções da Semapa com uma recomendação de «comprar» e um preço-alvo de 11 euros por acção para o final de 2006. A Portucel [ptcl] encerrou inalterada nos 2,22 euros, no dia em que o banco de investimento subiu o preço-alvo dos títulos da empresa de pasta e papel, dos 1,65 euros para os 2,40 euros, mantendo a recomendação de «underweight».

A Ibersol [ibrs], que anunciou hoje que os seus lucros aumentaram 10% em 2005 para os 9,2 milhões de euros e que admitiu a possibilidade de crescer por aquisições, terminou a sessão a ganhar 0,40% para os 7,53 euros, o valor mais elevado desde Março de 2000.

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