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PSI-20 interrompe série de três semanas de ganhos com BCP e PT em queda

O PSI-20 acumulou esta semana uma desvalorização de 0,24%, interrompendo uma série de três semanas seguidas a subir, com o Banco Comercial Português e a Portugal Telecom a anularem os ganhos da Impresa e Jerónimo Martins. A EDP também subiu e teve a seman

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 25 de Junho de 2004 às 17:59
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O PSI-20 acumulou esta semana uma desvalorização de 0,24%, interrompendo uma série de três semanas seguidas a subir, com o Banco Comercial Português e a Portugal Telecom a anularem os ganhos da Impresa e Jerónimo Martins. A EDP também subiu e teve a semana mais líquida do ano.

Depois de três semanas de ganhos – período em que acumulou uma valorização de 2% - a bolsa nacional voltou a apurar saldos negativos, numa semana em que PSI-20 [psi20] terminou sempre com fracas oscilações e bastantes vezes em contraciclo com os congéneres europeus. Nove acções desceram, outras tantas cresceram e duas ficaram sem variação.

A Soluções Automóveis Globais [SAG] – que vai abandonar a carteira do PSI-20 já na próxima semana – apresentou a maior desvalorização entre os títulos do índice, com uma queda de 3,82%.

A empresa do sector automóvel foi seguida de perto pela Cimpor, que deslizou 2,86% na semana, depois da Teixeira Duarte ter dito à Reuters que não vai reduzir a sua posição na Cimpor após o final do período de «lock-up» de um bloco de 10,05% do capital que detém na empresa.

Mas quem mais pressionou o índice esta semana foi o Banco Comercial Português [BCP] –desvalorizou 1,55% - com o mercado à espera que o banco finalize a venda das seguradoras da Seguros e Pensões. Hoje, no «Investor Day», a instituição financeira anunciou que o processo está na sua fase inicial e que estima lucros adicionais de 310 milhões de euros até 2006, através da implementação de várias medidas.

A PT [PTC] também pressionou o PSI-20, com uma desvalorização de 0,67%, numa semana em que a volatilidade nos títulos da operadora foi a nota dominante. Ainda no lado das quedas estiveram os títulos da Corticeira Amorim, Novabase, Portucel, PT Multimédia e Banco Espírito Santo.

A Impresa e a Jerónimo Martins apresentaram as maiores subidas da semana, com a empresa de media a beneficiar das perspectivas animadoras para o mercado publicitário e o sucesso do IPO da espanhola Telecinco.

A companhia que controla a SIC [IPR] avançou 3,39% na semana e a segunda maior distribuidora nacional [JMAR] cresceu 2,97%, beneficiando do fim de negociação em bolsa dos direitos de subscrição do aumento de capital e da estimativa do presidente executivo da empresa, de que metade dos lucros de 2004 serão distribuídos aos accionistas sob a forma de dividendos.

Sonaecom, ParaRede, Semapa, Brisa, Banco BPI, EDP e Gescartão também conseguiram somar valor na semana. A eléctrica nacional transaccionou esta semana diversos blocos com um elevado número de acções - a maior parte deles no último minuto da sessão - elevando para cerca de 82 milhões o número de acções negociadas nas últimas cinco sessões, naquela que foi a semana mais líquida deste ano.

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