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PSI-20 inverte para terreno negativo com Galp e BCP a pressionar

A bolsa nacional, voltou para terreno negativo depois de ter estado a negociar em alta durante a maior parte da manhã, pressionada pelas cotadas do sector da energia e pelo BCP. Na Europa, os principais índices dividem-se entre ganhos e perdas ligeiras.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 13:34
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Depois de ter iniciado a sessão em queda, e rapidamente invertido a tendência, a bolsa nacional voltou para terreno negativo com o PSI-20 a descer 0,33% para 5.370,87 pontos. Das 18 cotadas que formam o principal índice nacional, 12 estão em queda e seis em alta.

Na Europa, os principais índices dividem-se entre ganhos e perdas ligeiras. Esta manhã, foi divulgado que a economia chinesa cresceu 6,9% no terceiro trimestre deste ano, superando as estimativas dos economistas. Ainda assim, este foi o ritmo de crescimento mais lento desde o primeiro trimestre de 2009. Por outro lado, a impulsionar os índices estão os resultados de algumas empresas, como a Danone, cujas vendas superaram as projecções, e o plano de reestruturação anunciado pelo Deutsche Bank.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,24% para 364,00 pontos, estando em alta pela terceira sessão consecutiva.

Na bolsa nacional, as cotadas que mais contribuem para a queda do PSI-20 são a Galp Energia, o BCP e a EDP. Na energia, a EDP desce 0,68% para 3,376 euros enquanto a Galp Energia desvaloriza 1,33% para 9,671 euros, acompanhando a descida do petróleo nos mercados internacionais. A matéria-prima de referência para Portugal, o Brent, perde 1,45% para 49,73 dólares.

Ainda neste sector, a EDP Renováveis cai 0,23% para 6,15 euros
depois de na sexta-feira, 16 de Outubro, ter sido alvo de uma nota de research do Citi em que a casa de investimento baixou a avaliação da empresa liderada por Manso Neto de 6,80 para 6,45 euros, um valor que, ainda assim, confere às acções um potencial de subida de 4,8% face à actual cotação. 

Já o BCP desce 1,23% para 5,62 cêntimos. O Banif cai 2,78% para 0,35 cêntimos, depois de ter chegado a desvalorizar quase 9% durante a sessão para negociar no novo mínimo histórico de 0,33 cêntimos.

O BPI, por seu turno, contraria a tendência do sector, com uma valorização de 0,47% para 1,065 euros. Esta segunda-feira, o Deutsche Bank reviu em alta o preço-alvo para o BPI de 1,05 para 1,25 euros e subiu a recomendação de "manter" para "comprar". Uma decisão que levou o banco alemão a colocar o BPI entre as suas instituições preferidas na Península Ibérica. Esta nova avaliação confere um potencial de valorização de 17,3% às acções do BPI, tendo em conta a sua cotação actual.

Além do BPI, também a Jerónimo Martins, a Altri e os CTT estão a evitar maiores perdas do principal índice português. A retalhista ganha 0,52% para 12,645 euros, a Altri sobe 1,38% para 4,036 euros e os CTT avançam 0,25% para 10,035 euros. O BPI acredita que os CTT registaram, no terceiro trimestre, vendas consolidadas que podem ser consideradas estáveis comparativamente com o mesmo período do ano passado. Numa nota de análise de antecipação dos resultados da empresa de serviço postal a que o Negócios teve acesso, os analistas do BPI apontam ainda que as vendas dos CTT deverão ter registado um crescimento de 3% nos primeiros nove meses do ano e esperam "uma evolução positiva" no Correio e nas Encomendas e "comparáveis difíceis em serviços financeiros".  

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