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PSI-20 no vermelho acompanhou sentimento negativo europeu

O principal índice da praça de Lisboa encerrou a sessão em terreno negativo, perdendo 0,78%. Este sentimento negativo esteve também presente na Europa, com os principais índices a fecharem com quedas entre os 0,23% da praça holandesa e os 1,36% registados na praça grega.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2013 às 16:50
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O PSI-20 encerrou a desvalorizar 0,78%, com 13 empresas em queda, cinco a subir e duas inalteradas.

 

Na Europa o sentimento foi igualmente negativo, com as principais praças a encerrarem a sessão com perdas que vão dos 0,23% da praça holandesa, passando pela queda de 1% do índice britânico Footsie e pela desvalorização de 1,03% quer do francês CAC quer do alemão DAX. Contudo, o deslize mais expressivo foi da praça helénica que registou uma queda de 1,36%.

 

A dominar o sentimento dos investidores nesta segunda-feira está o impasse que se vive nos Estados Unidos da América. Do outro lado do Atlântico, à meia-noite desta segunda-feira, os norte-americanos poderão ficar sem financiamento assegurado para os serviços não essenciais. Este pode ser um cenário que se transforma em realidade caso o Congresso norte-americano não chegue a um acordo para impedir que a maior economia do mundo fique sem fundos para gastar. 

 

A Câmara dos Representantes, controlada pelos Republicanos, votou um diploma em que renova o financiamento para a administração norte-americana até 15 de Dezembro. Só que esse financiamento está associado, na proposta de diploma, a um adiamento, por um ano, do programa para a área de saúde “Obamacare”, além de outras alterações à legislação.

 

Na outra câmara do Congresso, no Senado, controlado pelos Democratas (partido de Obama), essa é uma decisão que não agrada. Segundo o “Financial Times”, a percepção é a de que tal proposta é inaceitável. Da mesma forma, a Casa Branca assinalou que a mesma seria vetada. O Senado irá reunir-se esta segunda-feira, pelas 14 horas locais (cerca das 19 horas de Portugal Continental).

 

Por cá, a pressionar a praça de Lisboa esteve o BES e os pesos pesados Jerónimo Martins, Portugal Telecom e Galp Energia.

 

O banco liderado por Ricardo Salgado caiu 2,72% para os 0,787 euros por acção. No restante sector financeiro, o BPI também encerrou a sessão do lado das quedas, perdendo 1,38% para os 0,928 euros por acção e o Banif encerrou inalterado nos 0,01 euros por acção. Já o BCP encerrou positivo, depois de ter estado a cair mais de 1% durante a sessão desta segunda-feira, somando 1,05% para os 0,096 euros por acção.

 

A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, deslizou 1,33% para os 15,18 euros por acção. Ainda no sector retalhista, a Sonae, dona dos hipermercados Continente, perdeu 0,97% para os 0,922 euros por acção.

 

A Portugal Telecom também encerrou no vermelho caindo 1,25% para os 3,33 euros por acção. A Zon Optimus, a empresa que resultada da fusão entre a Zon Multimédia e a Optimus, não acompanhou este sentimento negativo e encerrou a ganhar 0,71% para os 4,40 euros por acção.

 

A Galp Energia perdeu 0,61% para os 12,295 euros por acção. O grupo EDP também encerrou em terreno negativo tendo a casa-mãe deslizado 0,52% e a Renováveis depreciou 0,98% para os 3,841 euros por acção.  

 

(notícia actualizada às 17:13)

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