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PSI-20 recua mais de 1% em dia de regresso da turbulência aos mercados

A bolsa portuguesa fechou a recuperar dos mínimos da sessão, num dia em que os investidores saíram dos activos de maior risco devido aos receios de uma alteração da política monetária dos bancos centrais.

Bloomberg
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 16:46
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A bolsa nacional fechou em terreno negativo, em linha com o comportamento das restantes praças europeias, numa sessão que ficar marcada pelo regresso de alguma turbulência aos mercados.


O PSI-20, tal como outros índices europeus, conseguiu recuperar na parte final da sessão, beneficiando com a evolução positiva de Wall Street e a subida menos acentuada dos juros da dívida soberana.

O índice português recuou 1,39% para 4.632,44 pontos - na segunda sessão a cair mais de 1% - sendo que ao longo da sessão chegou a descer 2,2%. Entre as cotadas do PSI-20, 15 fecharam em queda, duas subiram e uma ficou inalterada.  

No fecho da sessão em Lisboa o Stoxx 600 descia pouco mais de 1%, a aliviar de uma queda máxima de 2%, a mais acentuada desde o referendo em que os britânicos votaram pela saída do Reino Unido da União Europeia.

 

As bolsas estão a ser penalizadas sobretudo pelos receios dos investidores sobre a possibilidade dos bancos centrais estarem menos disponíveis para continuar a apoiar o crescimento económico com uma política monetária mais expansionista.


Na quinta-feira, o Banco Central Europeu deixou inalterada a sua política de estímulos e um dia depois o presidente da Reserva Federal de Boston alimentou a expectativa de aumento de juros nos EUA já em Setembro. Os investidores procuram agora mais sinais sobre a evolução dos juros na maior economia do mundo, sendo que as declarações dos membros da Fed (previstas para hoje e próximos dias) poderão determinar a direcção o rumo dos índices bolsistas nas próximas sessões. 


Os analistas do Morgan Stanley acreditam que a tendência negativa que afecta os mercados bolsistas europeus desde meados da semana passada poderá representar o início de um ciclo de quedas mais fortes nas acções. O banco adianta que os indicadores apontam para que o mercado bolsista da Zona Euro tenha entrado numa "fase negativa", com os activos de maior risco a apresentarem a pior prestação.

BPI em mínimo de Fevereiro

Entre as acções portuguesas, a Navigator foi a que mais pressionou o PSI-20, com uma queda de 3,82% para 2,837 euros. Seguiu-se o sector energético, com a EDP a descer 1,45% para 2,916 euros e a EDP Renováveis a recuar 1,57% para 7,066 euros.

 

A Galp Energia desvalorizou 0,89% para 12,855 euros, não conseguindo acompanhar a recuperação dos preços do petróleo, que estão em alta neste final de sessão. O Brent soma 1,21% para 48,59 dólares.

 

No sector financeiro o BCP desceu 0,53% para 0,0186 euros e o Banco BPI desvalorizou 3,33% para 1,02 euros, com o banco liderado por Fernando Ulrich a continuar a afastar-se do preço da OPA do CaixaBank (1,113 euros). As acções do BPI estão agora no nível mais baixo desde Fevereiro deste ano.

(notícia actualizada às 17:00 com mais informação)
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