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PT desvaloriza mais de 9% e negoceia abaixo de 1 euro

As acções da Portugal Telecom abriram o dia em forte queda, prolongando a tendência negativa da véspera, apesar da CMVM ter proibido as vendas a descoberto dos títulos da empresa.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt | Paulo Moutinho 21 de Outubro de 2014 às 08:30
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As acções da Portugal Telecom continuam com tendência negativa na bolsa portuguesa, tendo iniciado a sessão a recuar 9,34% para 0,99 euros. Ontem os títulos chegaram cair 28,75% para 0,865 euros, o valor mais baixo de sempre da cotada, que reduziu o valor de mercado da companhia a menos de mil milhões de euros. Recuperaram no fecho da sessão, terminando o dia a cair 10,05% para 1,092 euros.

 

A queda dos títulos acontece apesar de na segunda-feira à tarde a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter proibido operações de venda a descoberto das acções da PT, após considerar que "a flutuação do preço das acções em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo". 

 

Uma medida insuficiente para travar a queda das acções, que continuam a ser penalizadas pelo facto de a Rioforte caminhar para a insolvência, depois do Tribunal do Luxemburgo ter recusado o pedido de gestão controlada da empresa do Grupo Espírito Santo.

 

Analisas ouvidos pelo Negócios adiantam que a evolução das acções da PT mostra o cepticismo dos accionistas quanto à capacidade de reaverem o investimento em dívida da Rioforte, sendo que o valor da empresa é agora apenas o da participação garantida na Oi.

 

"A decisão do tribunal vem reduzir as expectativas quanto à taxa de recuperação" dos quase 900 milhões de euros que a PT tinha investido em papel comercial da Rioforte, refere Pedro Oliveira, analista do BPI. "Os investidores temem que a PT venha a recuperar uma percentagem muito reduzida do investimento na Rioforte. À cotação de sexta-feira, estava assumido que a empresa iria recuperar cerca de 35%, agora os investidores estão a descontar uma recuperação de 10%", explicou ao Negócios um analista que não quis ser identificado, fazendo cálculos com a cotação de fecho das acções na segunda-feira.

 

Fonte próxima da PT SGPS contraria esta expectativa pois acredita que a decisão judicial deverá facilitar a recuperação do investimento, uma vez que a operadora é considerada credor prioritário.

 

No âmbito da fusão com a Oi, os accionistas da PT vão ficar com 26,5% na nova empresa a que se junta a possibilidade de aumentarem até 37% mediante a recuperação da dívida da Rioforte. Os 26,5% da Oi valem, a preços de fecho de ontem, 866 milhões de euros. Na bolsa, a PT vale hoje 901 milhões.

 

A Portugal Telecom SGPS tem como único activo uma posição directa e indirecta de 39% no capital da Oi. Os accionistas da cotada portuguesa, quando for concretizada a fusão, ficarão com 26% da nova Oi, uma posição que poderá aumentar para 37% se no futuro a PT exercer uma opção de compra de mais acções. Os títulos da Rioforte serão transferidos para a PT quando for concretizada a fusão, sendo que a operação já foi aprovada pelos accionistas portugueses. A PT Portugal, que detém o Meo e outros serviços, já é detido integralmente pela brasileira Oi. 

 

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