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PT SGPS perde mais de 7% acompanhando o desempenho da brasileira Oi

A PT SGPS chegou a desvalorizar mais de 13% na sessão desta segunda-feira, depois de ter apresentado prejuízos de 283,6 milhões de euros no terceiro trimestre e de a Oi ter confirmado estar em negociações exclusivas com a Altice para a venda da PT Portugal.

Pedro Elias/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 01 de Dezembro de 2014 às 17:02
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As acções da PT SGPS encerraram em forte queda esta segunda-feira, 1 de Dezembro, depois de a empresa ter apresentado prejuízos de 283,6 milhões de euros no terceiro trimestre e de a Oi ter confirmado estar em negociações exclusivas com a Altice para a venda da PT Portugal.

 

Os títulos caíram 7,22% para 1,40 euros. No entanto, durante a sessão, chegaram a desvalorizar um máximo de 13,12% para 1,311 euros. Só esta segunda-feira, trocaram de mãos mais de 18 milhões de acções, quando a média diária dos últimos seis meses não vai além dos 12,5 milhões.

 

A empresa acompanhou o desempenho da brasileira Oi, que está a cair 7,25% na bolsa de São Paulo.

 

A PT SGPS anunciou na passada sexta-feira, 28 de Novembro, que registou lucros de 61,7 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano. No entanto, só no terceiro trimestre teve prejuízos de 283,6 milhões, correspondentes à queda na cotação das acções da Oi.

 

Desde que, a 5 de Maio, os activos operacionais da PT foram integrados na Oi (ou seja, a integração da PT Portugal), a PT SGPS só ficou, no seu balanço, com uma participação directa e indirecta de 39% da Oi e, como tal, o único registo contabilístico é o valor de mercado das acções detidas da operadora brasileira.

 

Esta segunda-feira, a Oi confirmou estar em negociações exclusivas com a Altice para a venda da PT Portugal e que o contrato de exclusividade para as negociações tem um prazo de 90 dias. A proposta dos franceses considera um valor da empresa de 7,4 mil milhões de euros, excluindo caixa e dívida, e inclui um "earn-out" (pagamento diferido) de 500 milhões de euros relacionado a geração futura de receita da PT Portugal.

 

Apesar desta confirmação, por parte da brasileira da Oi, o consórcio Apax/Bain/Semapa promete continuar na corrida pela PT Portugal e quer que os accionistas da PT SGPS decidam sobre as duas propostas. 

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