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PT e sector financeiro empurram PSI-20 para terreno negativo

O mercado accionista português encerrou a desvalorizar 0,81%, penalizado sobretudo pelas fortes quedas da Portugal Telecom e do sector financeiro, que foram penalizados por notas de “research” negativas, numa sessão em que a Jerónimo Martins contrariou a

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 23 de Abril de 2008 às 16:48
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O mercado accionista português encerrou a desvalorizar 0,81%, penalizado sobretudo pelas fortes quedas da Portugal Telecom e do sector financeiro, que foram penalizados por notas de "research" negativas, numa sessão em que a Jerónimo Martins contrariou a tendência generalizada e avançou mais de 2%.

O PSI-20 [PSI20] perdeu para os 11.038,05 pontos, com 11 cotadas em queda, cinco em alta e quatro estáveis, enquanto as principais bolsas europeias encerraram em terreno positivo a acompanhar o desempenho das congéneres americanas, depois de empresas do sector industrial e tecnológico terem revelado resultados acima do previsto.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] foi um dos títulos que mais contribui para a queda da bolsa nacional ao perder 1,51% para os 7,515 euros. A operadora manteve a tendência negativa registada nas últimas sessões depois de o HSBC ter revisto em baixa a sua avaliação para 7,40 euros, demonstrando-se "preocupado com a estratégia nacional e internacional" da empresa.

No sector financeiro, a maior queda foi sofrida pelo BPI [BPI] que apresentou ontem resultados trimestrais que os analistas consideraram "fracos" e "decepcionantes". As acções da instituição liderada por Fernando Ulrich encerraram a valer 3,475 euros, o que representa uma queda de 3,07%. O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] desvalorizou 1,34% para os 1,845 euros, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] cedeu 0,29% para os 12,07 euros. O Banif depreciou 2,24% para os 3,05 euros.

A UBS actualizou as estimativas para o sector financeiro português, revendo em baixa as previsões de resultados, o que se traduziu num corte dos "targets" para o BPI, o Banif e o BES. O BPI viu o seu preço-alvo cair dos 5,50 euros para 3,90 euros enquanto o Banif tem agora um preço-alvo de 5,30 euros, face ao anterior de 7,80 euros, e o BES tem uma avaliação de 14,30 euros, uma redução de 9,5% em relação à anterior avaliação.

Também a contribuir para o sentimento negativo estiveram a Brisa [BRISA] e a Mota-Engil [EGL] com perdas respectivas de 3,73% para os 9,29 euros e 2,28% para os 5,58 euros. Ambas as empresas negociaram hoje pela primeira vez sem direito ao dividendo.

A Sonae Indústria [SONI] desceu 3,59% para os 4,56 euros, indiferente ao reinício de cobertura do Millennium Investment Banking (IB) com um preço-alvo de 7,75 euros e uma recomendação de "comprar".

Do lado dos ganhos, o grande destaque foi a Jerónimo Martins [JMAR] que valorizou 2,02% para os 5,05 euros, depois de ontem a empresa ter afirmado que já recebeu indicação de "luz verde" por parte da Autoridade da Concorrência para a compra da Rede Plus em Portugal.

A Semapa [SEMA] subiu 0,90% para os 8,93 euros e a Zon Multimédia [ZON] apreciou 0,72% para os 8,44 euros. Também a Galp Energia [GALP PL] manteve a tendência positiva das últimas sessões e valorizou 0,54% para os 16,74 euros.

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