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PT, BES e EDP caem mais de 4% e levam bolsa nacional a cair mais de 2%

A praça lisboeta voltou a fechar no vermelho com a PT, o BES e o ESFG a acumularem desvalorizações acentuadas. Na sessão desta quarta-feira a EDP, a cair mais de 5%, também pressionou o PSI-20.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 16:45

O PSI-20 fechou a sessão a perder 2,13% para 6.371,43 pontos com duas cotadas a negociar em alta e 18 em queda, num dia em que a generalidade das principais praças europeias registaram ganhos, excepção feita à praça grega que caiu 2%.

 

A tendência dos últimos dias manteve-se na sessão desta quarta-feira. O BES, o Espírito Santo Financial Group e a PT continuam a liderar as perdas no principal índice nacional. Desta feita também a EDP contribuiu para o afundar da praça lisboeta. Outra dado negativo a marcar o dia está relacionado com os juros da dívida pública portuguesa que sofreram a maior subida desde a crise política espoletada no Verão passado com a demissão do então ministro das Finanças, Vítor Gaspar. A "yield" dos títulos a 10 anos dispararam mais de 20 pontos base e aproximaram-se dos 4%.

 

O ESFG, holding que controla 25% do BES, fechou a descer 10,96% para 1,30 euros no dia em que a Moody’s lhe cortou o "rating" para oito níveis abaixo de "lixo". A Moody’s atribuiu ao ESFG um "rating" Caa2, que aproxima a holding do Grupo Espírito Santo do nível de "default".

 

Também o BES manteve a toada descendente ao fechar a desvalorizar 4,65% para 0,615 euros no dia em que o Negócios escreve que os clientes do Banque Privée Espírito Santo, que detêm aplicações em dívida do GES, cujo reembolso permanece em atraso, estão a começar a organizar-se com o objectivo de criar um grupo alargado que possibilite apresentar queixas nos supervisores em diversos países.

 

Ainda na banca o BPI caiu 0,14% para 1,41 euros, o Banif desceu 1,04% para 0,01 euros e o BCP fechou a perder 1,55% assim como os direitos do banco liderado por Nuno Amado que caíram 2,6% para 0,075 euros.

 

Já a PT voltou a tocar em novo mínimo histórico ao negociar nos 1,89 euros por acção. Ainda assim o fecho de sessão significou alguma alívio nas perdas da operadora portuguesa que acabou por fechar a descer 5,53% para os 2 euros por acção. O Negócios noticia esta quarta-feira que o banco de fomento brasileiro BNDES criticou de forma aberta a gestão da PT.

 

As perdas da PT têm sido uma constante após ter sido noticiado, já depois do fecho da sessão do dia 26 de Junho, que a empresa liderada por Henrique Granadeiro investira perto de 900 milhões de euros em papel comercial numa holding da área não financeira do Grupo Espírito Santo. Nas últimas nove sessões a PT já desvalorizou 30%.

 

Ainda nas telecomunicações a Nos, a marca comercial que resultou da fusão da Zon com a Optimus, caiu 1,59% para 4,645 euros.

 

Por fim o destaque, pela negativa, vai para o grupo EDP que também contribuiu para mais uma sessão em que a bolsa nacional encerrou a acumular perdas superiores a 2%.

 

A EDP fechou a cair 5,91% para 3,28 euros e a EDP Renováveis desceu 2,66% para 5,13 euros.

 

 

(Notícia actualizada às 17h01m)

 

 

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