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PT cai quase 7% na semana em que negociou no valor mais baixo de sempre

Os títulos da operadora portuguesa acumularam esta semana uma desvalorização de 6,83%, aumentando para 40% a queda que registam desde que foi conhecida a compra de papel comercial da Rioforte no valor de 900 milhões de euros. Esta sexta-feira, a Portugal Telecom negociou no valor mais baixo de sempre, 1,672 euros.

Pedro Elias/Negócios
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 18 de Julho de 2014 às 17:23
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Desde que foi conhecido que a Portugal Telecom comprou papel comercial da Rioforte no montante de quase 900 milhões de euros, as acções da operadora acumulam quatro quedas semanais consecutivas.

 

Na semana terminada a 27 de Junho (um dia após ser conhecido o investimento na Rioforte), os títulos acumularam uma perda de 4,32%. Na semana seguinte a queda foi de 15,62% e, entre 6 e 11 de Julho, a desvalorização dos títulos atingiu 20,30%.

 

Esta semana, os títulos acumularam uma desvalorização de 5,67% e elevaram para 40% as perdas desde o dia 26 de Junho.

 

Esta terça-feira, 15 de Julho, era, inicialmente, a data limite para a Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo, reembolsar a maior fatia dos 900 milhões de euros (847 milhões de euros). Os receios de que a Rioforte falhasse o pagamento (algo que se confirmou um dia mais tarde) penalizaram as acções da operadora. Estas chegaram a cair quase 5% durante a sessão de 15 de Julho.

 

A 16 de Julho, ainda antes da abertura do mercado, a Portugal Telecom emitiu um comunicado onde confirmava que a Rioforte tinha falhado o reembolso de 847 milhões de euros.

 

No mesmo comunicado, a PT revelou que a fusão com a Oi não estava em risco e que as duas operadoras tinham encontrado uma solução para não travar a fusão por causa de um eventual incumprimento da Rioforte.

 

Este acordo estabelece que a PT fica com a dívida da Rioforte e com menos percentagem do capital da nova empresa brasileira, a CorpCo. Antes desta operação, os accionistas da PT ficariam com cerca de 38% da nova Oi, com a avaliação dos seus activos a atingir os 1,9 mil milhões de euros (com dividendos, entretanto pagos). Mas o encargo associado ao investimento no papel comercial da Rioforte ditou que os accionistas da PT ficassem com menos, passando assim a deter "uma participação económica na CorpCo de 25,6% ajustada pelas aplicações de tesouraria. Contudo, o acordo estabelecido entre as duas operadoras faz com que os prazos para a fusão resvalem.

 

Na quarta-feira as acções da PT ainda subiram mais de 3%, a reflectir o acordo alcançado com a Oi no âmbito do processo de fusão, mas este ganho foi "sol de pouca dura". Ontem, as acções caíram 6,83%, depois de a Fitch ter cortado o "rating" da PT e da Oi.

 

O "rating" da Portugal Telecom e da Oi foi cortado em um nível para "BB+", o que significa que foi colocado num patamar considerado de investimento especulativo, ou seja, "lixo". A perspectiva foi colocada em "estável". A decisão da Fitch prende-se com a falha de pagamento por parte da Rioforte.

 

Esta sexta-feira, 18 de Julho, os títulos fecharam a cair 1,76% para 1,73 euros mas chegaram a negociar num novo mínimo histórico, 1,672 euros.

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