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PT e banca travam maiores ganhos na bolsa nacional

A bolsa nacional subia ligeiramente impulsionada essencialmente pela Galp Energia, que já disparou quase 4% depois de ontem ter apresentado resultados, e pela EDP, que anuncia hoje os seus números de 2007. O PSI-20 apreciava apenas 0,06% devido às quedas

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 06 de Março de 2008 às 09:57
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A bolsa nacional subia ligeiramente impulsionada essencialmente pela Galp Energia, que já disparou quase 4% depois de ontem ter apresentado resultados, e pela EDP, que anuncia hoje os seus números de 2007. O PSI-20 apreciava apenas 0,06% devido às quedas da banca e da PT.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 10.789,13 pontos com nove acções a subir, sete em queda e quatro inalteradas. Na Europa, as bolsas seguiam em terreno negativo pressionadas pelo sector da banca perante a especulação de que as amortizações vão aumentar e que o plano de aumento de capital da Ambac Financial poderá falhar.

Por cá, o sector bancário acompanha esta tendência com Banco Comercial Português [bcp] e Banco BPI [bpin] a perderem mais de 1% para cotarem nos 1,82 e 3,41 euros, respectivamente e com o Banco Espírito Santo [besnn] a escorregar 0,68% para os 11,67 euros.

Este sector em conjunto com a Portugal Telecom [ptc] são aliás os responsáveis pelo facto do PSI-20 seguir apenas com ganhos ligeiros. A maior operadora de telecomunicações portuguesa cedia 1,89% para os 8,32 euros depois da Merrill Lynch ter colocado a empresa nacional na lista das acções "menos preferidas".

A impulsionar estava a Galp Energia, que já subiu quase 4% depois de ter hoje anunciado que prevê investir 5,3 mil milhões de euros até 2012 nas áreas de exploração e produção, refinação e marketing e gás natural, divulgou a empresa. A petrolífera pretende realizar novas explorações no Brasil, em Portugal, Timor e Moçambique. As acções seguem agora a subir 2,61% para os 15,70 euros.

No dia em que apresenta resultados, a Energias de Portugal [edp] também contribuía para a tendência positiva com um ganho de 2,06% para os 3,96 euros. A eléctrica beneficia do facto da sua participada, a Energias do Brasil, poder avançar com a construção de mais um a central térmica a gás natural naquele país. Em simultâneo, a empresa anunciou também o estabelecimento de parcerias para a realização de estudos de empreendimentos  hidroeléctricos e eólicos.

Pela positiva de sublinhar ainda a Sonae Indústria, que subia 2,11% para os 4,85 euros depois de ter anunciado que vai propor aos seus accionistas a distribuição de um dividendo bruto de 28 cêntimos por acção, referente ao exercício de 2007, estreando-se assim na remuneração dos accionistas.

A empresa revelou ontem também que terminou o exercício de 2007 com um resultado líquido de 79 milhões de euros, o que, apesar de corresponder a mais do dobro dos lucros obtidos em 2006, ficou abaixo do esperado pelos analistas.

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