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PT e EDP pressionam PSI20 para uma desvalorização de 0,75%

A Euronext Lisbon negociava em sintonia com os restante mercados na Europa, depois do Ifo ter anunciado que a confiança dos empresários na Alemanha caiu para o mínimo de seis meses. As desvalorizações da PT e da EDP levavam o PSI20 a decrescer 0,75%.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 28 de Agosto de 2002 às 10:28
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A Euronext Lisbon negociava em sintonia com os restante mercados na Europa, depois do Ifo ter anunciado que a confiança dos empresários na Alemanha caiu para o mínimo de seis meses. As desvalorizações da PT e da EDP levavam o PSI20 a decrescer 0,75%.

O PSI20 [PSI20] cotava nos 6.134,63 pontos, com 85% das acções em queda, uma inalterada e duas a acrescentarem valor ao fecho de terça-feira.

No segmento das telecomunicações, a Portugal Telecom (PT) [PTC], que ontem subiu mais de 2%, corrigia hoje em queda de 1,21% para os 6,51 euros. A Vodafone Telecel [TLE] caía 1,37% para os 7,94 euros e a SonaeCom [SNC] deslizava 2,19% para os 1,79 euros. Hoje, as novas acções da SonaeCom, resultado do mais recente aumento de capital, foram admitidas à negociação.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] escorregava 1,19% para os 1,66 euros, e a Brisa [BRISA], na véspera da apresentação das contas trimestrais, decrescia 0,18% para os 5,44 euros.

Segundo uma «poll» de oito analistas contactados pelo Negocios.pt, os lucros da Brisa no primeiro semestre deverão sair no intervalo de 150,2 e 178,3 milhões de euros, reflectindo uma melhoria das vendas de 15%.

Na banca, o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] e o Banco Espírito Santos (BES) [BESNN] desvalorizavam ambos 0,35%, e o BPI [BPIN] era o mais penalizado do sector, decrescendo 1,32% para os 2,24 euros.

Falta de confiança dos empresários na Alemanha deprime Bolsas

No resto da Europa, as maiores praças negociavam em queda, depois do instituto Ifo ter anunciado que a confiança dos empresários da Alemanha, a maior economia europeia, caiu em Agosto para o valor mais baixo de seis meses, logrando igualmente as expectativas dos analistas. O DJ Stoxx 50 decrescia 2,09% a marcar 2.792,60 pontos.

O DAX [DAX] alemão desvalorizava 2,05% a cotar nos 3.770,61 pontos, pressionado pelas quedas de 2,5% do banco Deutsche Bank e do fabricante de automóveis Daimler-Chrysler. A Siemens caía 1,9% e a Infineon resvalava 2%, depois de na véspera a congénere norte-americana Intel ter sofrido uma desvalorização superior a 5%.

O AEX de Amsterdão decrescia 2,51% para 85,04 pontos. O ING Groep desvalorizava 2,35%, a Philips caía 4,26% e o banco belga-holandês Fortis decrescia 1,59% até aos 19,14 euros. Os lucros do Fortis caíram 15% no segundo trimestre, condicionados pelas perdas evidenciadas pela unidade seguradora do grupo.

O FTSE 100 [UKX] recuava 1,96% para os 4.362,50 pontos, arrastado pela queda de 2,5% da petrolífera British Petroleum (BP) e pelo decréscimo de 2,8% dos papéis da farmacêutica GlaxoSmithKline.

O CAC 40 [CAC] regredia 2,29% a cotar nos 3.488,64 pontos, e a comandar as perdas, as acções da Alcatel desciam 6,3% para os 5,53 euros, após a homóloga canadiana Nortel ter anunciado uma queda das receitas no trimestre, contra as anteriores expectativas de manutenção.

O IBEX 35 [IBEX] madrileno depreciava 1,85% para os 6.578,50 pontos. O Santander Central Hispano (SCH) e o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) que ontem lideraram os ganhos no índice, corrigiam hoje em queda de 3,1% e 2,9%, respectivamente.

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