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PT e Galp mantêm bolsa em terreno negativo

A praça nacional está já a acentuar a tendência negativa, pressionada essencialmente por dois dos títulos com mais peso no índice: Portugal Telecom (PT) e Galp Energia.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 14 de Julho de 2010 às 12:52
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O PSI-20 recua 0,39% para os 7.284,28 pontos, com cinco acções em alta, 14 em queda e uma inalterada. A PT e a Galp são as principais responsáveis pelo desempenho negativo. O índice português segue o desempenho dos principais pares europeus que corrigem hoje de uma série de seis dias de ganhos.

Entre os principais mercados do Velho Continente, apenas os índices de Atenas e Amesterdão se mantêm no verde. O desempenho negativo das principais praças é justificado pela tomada de mais-valias após seis sessões de subidas.

Os futuros dos índices norte-americanos estão, contudo, a valorizar, o que aponta para uma abertura positiva do outro lado do Atlântico, animada pelos resultados da Intel que superaram as estimativas.

A maior descida da sessão é protagonizada pela Zon Multimédia que deprecia 1,78% para os 3,317 euros. No sector das telecomunicações nacional, a tónica negativa é generalizada com a Sonaecom a perder 0,78% para os 1,403 euros.

A PT é a companhia que mais pesa na queda do mercado português ao desvalorizar 0,81% para os 8,184 euros. Esta é a segunda sessão consecutiva de perdas para a operadora liderada por Zeinal Bava, depois de ontem Cesár Alierta, presidente executivo da Telefónica, ter sublinhado que o prazo da oferta sobre a sua posição na brasileira Vivo termina no dia 16 de Julho, próxima sexta-feira.

Também a Galp Energia contribui para as perdas da sessão ao depreciar 0,67% para cada acção valer 12,69 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo seguem em queda nos mercados internacionais.

A Jerónimo Martins negoceia nos 7,96 euros, o que representa uma descida de 0,98% face ao fecho da sessão de ontem.

No sector financeiro, apenas o Banco Espírito Santo (BES) negoceia no vermelho. O banco liderado por Ricardo Salgado recua 0,93% para os 3,532 euros. Já o Banco Comercial Português (BCP) e o BPI valorizam 0,16% para os 0,645 euros e 0,25% para os 1,624 euros, respectivamente.

Hoje o jornal polaco "Puls Biznesu" avança que o Unicredit está interessado em adquirir a participação de 65,5% que o BCP detém no Bank Millennium. Contudo, fonte oficial do banco já adiantou ao Negócios que o BCP “não está em conversas com ninguém” com vista a vender o Millennium Bank. Segundo a mesma fonte, a unidade polaca continua a ser uma “operação ‘core’ para o BCP”.

De acordo com as previsões do BPI, o BCP pode garantir um encaixe acima de mil milhões caso concretize a venda deste activo.

A travar uma descida mais acentuada do mercado português está a Energias de Portugal (EDP) que soma 0,69% para os 2,497 euros. Ontem, a Moody’s decidiu manter a classificação de “A3” à divida da EDP, no seguimento do corte em dois níveis do “rating” da dívida portuguesa.

Ainda no sector energético, a Redes Energéticas Nacionais (REN) aprecia 0,68% para os 2,649 euros, enquanto a EDP Renováveis cede 0,26% para os 5,007 euros.

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