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PT impede PSI-20 de acompanhar fortes quedas europeias

A bolsa nacional terminou a sessão pouco alterada, com a valorização dos títulos da Portugal Telecom a contrariar a queda das acções do Banco Comercial Português. O PSI-20 cedeu 0,02%, evitando as fortes quedas das congéneres europeias, naquela que foi a

Paulo Moutinho 22 de Setembro de 2006 às 16:47
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A bolsa nacional terminou a sessão pouco alterada, com a valorização dos títulos da Portugal Telecom a contrariar a descida das acções do Banco Comercial Português. O PSI-20 cedeu 0,02%, evitando as fortes quedas das congéneres europeias, naquela que foi a quarta semana consecutiva de ganhos do índice português.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] desceu para os 10.093,93 pontos, continuando a negociar em máximos de Maio, com oito das vinte cotadas que compõem o PSI-20 a recuar, seis a ganhar e seis inalteradas.

Apesar da descida verificada na sessão de hoje, o PSI-20 conseguiu registar uma subida em termos semanais, a quarta consecutiva. Nos cinco dias desta semana, a bolsa nacional acumulou um ganho de 0,61%.

A bolsa nacional acompanhou na sessão de hoje a tendência das congéneres europeias, evitando no entanto uma desvalorização tão acentuada como as verificadas nos principais índices do Velho Continente, que cederam cerca de 1%.

Na Euronext Lisbon, o Banco Comercial Português [bcp] foi o título que mais pressionou o índice, ao recuar 0,41% para os 2,44 euros, no dia em que o alvo da OPA do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto, o BPI [bpin], fechou estável nos 5,86 euros.

Ainda na banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] contrariou a tendência ao somar 0,33% para cotar nos 12,12 euros.

A Portugal Telecom [ptc] acabou por impedir que a bolsa nacional registasse uma desvalorização mais acentuada, avançando 0,2% para os 9,87 euros, terminando assim em alta pelo quarto dia consecutivo.

A operadora viu hoje a Bear Stearns cortar as suas previsões de receitas e EBITDA para o período entre 2006-2007, para acomodar a pressão existente no negócio fixo doméstico e na participada brasileira Vivo.

No entanto, ontem o Crédit Suisse First Boston reviu em alta o seu preço-alvo da Portugal Telecom para 10,50 euros, contra 9,90 euros, mantendo inalterada a recomendação de "neutral", afirmando que continua a acreditar numa decisão positiva por parte da Autoridade da Concorrência relativamente à operação de concentração Sonaecom-PT.

A expectativa acerca da decisão da AdC levou a empresa liderada por Paulo Azevedo, a Sonaecom [snc], a atingir na passada quarta-feira um máximo de cinco anos. Os títulos da operadora do Grupo Sonae terminaram hoje o dia a ganhar 0,95% para os 5,32 euros, acumulando na semana uma valorização de 6,83%.

Entre os restantes títulos, de salientar a subida de 0,24% da Brisa [brisa] para os 8,29 euros e do fecho estável da EDP [edp], nos 3,16 euros.

Fora do PSI-20, a Soares da Costa [sco] voltou a brilhar, com mais de cinco milhões de títulos negociados. Os títulos da empresa terminaram a sessão a subir 1,54% para os 0,66 euros, isto depois de terem chegado a ganhar mais de 3% durante a negociação.

A empresa anunciou ontem que os seus resultados do primeiro semestre foram seis vezes superior ao dos primeiros seis meses de 2005, passando para 2,299 milhões de euros. O CaixaBI considera terem sido "positivos", tendo por isso reiterado a recomendação de acumular e o preço-alvo de 0,80 euros.

Também em alta, a Media Capital [mcp] somou hoje 2,67% para os 8,47 euros, na última sessão antes da Assembleia Geral da próxima segunda-feira.

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