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PT renova mínimos de 1996 e acumula queda superior a 16% em quatro sessões

A empresa liderada por Henrique Granadeiro está a desvalorizar mais de 5%, naquela que é a quarta sessão consecutiva de quedas. Investimento em empresas do GES tem penalizado em força o título.

Rita Faria afaria@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 10:53
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Depois da queda de 4,71% registada no fecho da sessão de ontem, as acções da Portugal Telecom estão esta quarta-feira, 2 de Julho, a renovar mínimos de Janeiro de 1996 com um recuo de 5,37% para 2,413 euros. Contudo, durante a sessão desta quarta-feira, a operadora nacional já chegou a tombar um máximo de 7,37%.

 

O desempenho da Portugal Telecom no mercado bolsista tem sido influenciado de forma negativa pelo investimento que a empresa efectuou em dívida do Grupo Espírito Santo. Na quinta-feira passada foi noticiado que a PT tinha adquirido títulos de dívida de curto prazo de empresas do GES e foi aí que começou a trajectória descendente dos títulos.

 

As acções da Portugal Telecom estão em queda há quatro sessões consecutivas, período no qual acumularam uma desvalorização de 16,5%, o que eleva as perdas desde o início do ano para mais de 23%.  

 

A Portugal Telecom já confirmou, num esclarecimento ao mercado divulgado na segunda-feira que tem 897 milhões de euros de papel comercial da Rioforte, entidade da família Espírito Santo que tem activos não financeiros.

 

A operadora acrescentou ainda que a maior parte dessa aplicação vence a 15 de Julho. São 847 milhões de euros que a Rioforte tem de reembolsar até essa data, tendo os restantes 50 milhões maturidade a 17 de Julho.

 

Esta quarta-feira, o Negócios avança que a Portugal Telecom, a par com a Petróleos da Venezuela, será mesmo um dos maiores credores das empresas da área não financeira do Grupo Espírito Santo.

 

A conclusão da fusão com a Oi está prevista para o terceiro trimestre deste ano, sendo que, neste momento, o seu único activo é uma participação de 37,41% na brasileira.

 

Na terça-feira, empresa liderada por Henrique Granadeiro anunciou que Otávio de Azevedo e Fernando Magalhães Portella, os dois representantes brasileiros da Oi no conselho de administração da Portugal Telecom, renunciaram ao conselho de administração da Portugal Telecom. A conclusão da fusão com a Oi está prevista para o terceiro trimestre deste ano, sendo que, neste momento, o seu único activo é uma participação de 37,41% na empresa brasileira.

 

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