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PT sobe quase 2% e impulsiona bolsa nacional

A bolsa nacional fechou a valorizar pela primeira vez em três sessões, impulsionada essencialmente pela Portugal Telecom que avançou quase 2%. O PSI-20 apreciou 0,37%, numa sessão em que a operadora foi animada por resultados acima das expectativas e em que o sector energético e o BCP também contribuíram para os ganhos.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2009 às 16:44
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A bolsa nacional fechou a valorizar pela primeira vez em três sessões, impulsionada essencialmente pela Portugal Telecom que avançou quase 2%. O PSI-20 apreciou 0,37%, numa sessão em que a operadora foi animada por resultados acima das expectativas e em que o sector energético e o BCP também contribuíram para os ganhos.

O principal índice da bolsa nacional (PSI-20) negociou nos 6.193,69 pontos com oito acções em alta, 11 em queda e uma inalterada. Na Europa, o sentimento foi misto, com alguns índices a serem pressionados por resultados decepcionantes de empresas como a Puma.

Em Lisboa, a Portugal Telecom foi o título que mais impulsionou o PSI-20 com um ganho de 1,90% para os 6,44 euros. A operadora anunciou hoje que os resultados líquidos de 2008 desceram 21,6% no ano passado, ficando acima do estimado pelos analistas, devido ao impulso das contas no último trimestre do ano, período em que os lucros duplicaram.

O restante sector acompanhou com a Zon e a Sonaecom a avançarem 1,23% para os 4,13 euro e 1,61% para os 1,13 euros, respectivamente.

A contribuir para a tendência estiveram também as empresas EDP, com a eléctrica (EDP) a subir 0,88% para os 2,51 euros e com a EDP Renováveis a somar 1,43% para os 5,81 euros.

Galp e REN penalizadas por notas de investimento negativas

No restante sector energético, Galp Energia e REN contrariaram no dia em que foram divulgadas notas de “research” negativos a estas duas empresas. A petrolífera caiu 1,70% para os 8,31 euros depois da Morgan Stanley ter revisto em baixa as suas estimativas de resultados para a Galp, até 2012, o que se traduziu num corte de 33% à avaliação feita aos títulos da petrolífera nacional.

O “target” recuou para 14,00 euros, mas o banco de investimento manteve a recomendação em “overweight” dado elevado potencial de subida das acções.

Já a REN perdeu 1,15% para os três euros. De acordo com as estimativas do Espírito Santo Research (ESR), a REN deverá ter registado uma redução de 7% dos resultados líquidos em 2008.

Do lado dos ganhos, e a impulsionar esteve ainda o BCP que apreciou 0,83% para os 0,73 euros depois de ontem ter dado a conhecer que o resultado líquido de 2008 foi de 201,2, um valor que representa uma quebra de 64,3% face ao obtido em 2007 e que ficou em linha com o estimado pelos analistas. As perdas relacionadas com a participação no BPI, que atingiram 232,6 milhões de euros, explicam parte da quebra.

Na restante banca, o BPI contrariou com uma queda de 0,13% para os 1,50 euros enquanto o BES fechou estável nos 5,20 euros.

No universo Sonae, a “holding” caiu 2,11% para os 0,47 euros enquanto a Sonae Indústria perdeu 0,52% para os 1,54 euros. O Millennium Investment Banking (IB) reviu em baixa a avaliação atribuída à Sonae Indústria. O preço-alvo, para o final de 2009, caiu para 3,45 euros incorporando as novas estimativas do banco de investimento para a empresa liderada por Bianchi de Aguiar.

Em queda de sublinhar ainda a Brisa que deslizou 0,77% para os 5,18 euros. A concessionária, que vai apresentar os resultados de 2008 a 27 de Fevereiro, deverá revelar uma quebra de 52% nos lucros anuais, segundo as estimativas da UBS.

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