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PT termina com queda de 10% no dia em que chegou a perder quase 30%

A Portugal Telecom fechou a sessão a cair mais de 10%, depois de ter chegado a afundar quase 30% e negociado pela primeira vez na história abaixo de 1 euro.

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Portugal Telecom viveu um dia negro na bolsa portuguesa, com as acções em forte queda e a atingirem um novo mínimo histórico abaixo de 1 euro. Ao longo da tarde foi aliviando a queda, terminando o dia a descer 10,05% para 1,092 euros.

 

Após iniciarem a sessão a perder 1,07% para 1,201 euros, os títulos entraram em queda livre, atingindo um mínimo histórico nos 0,865 euros, após uma queda de 28,75%. Foram transaccionados 55,4 milhões de acções, o que compara com a média diária de seis meses que é de 10,5 milhões de títulos.

 

Analistas contactados pelo Negócios adiantam que não há notícias que expliquem este comportamento. O facto de o Tribunal do Luxemburgo ter recusado o pedido de gestão controlada da Rioforte está a reduzir as expectativas de que a Portugal Telecom venha a recuperar uma maior fatia do investimento de 900 milhões de euros em dívida da "holding" do Grupo Espírito Santo.

 

Com esta queda, a cotada apresenta agora uma capitalização bolsita de 979 milhões de euros, baixando pela primeira vez da fasquia dos mil milhões de euros.

 

A Portugal Telecom é agora a 13ª cotada mais valiosa do PSI-20, tendo durante a sessão de hoje sido superada pelos CTT e pela Semapa. A Nos é a sexta cotada mais valiosa da praça portuguesa e vale mais do dobro da sua rival (2,3 mil milhões de euros).

 

As acções acumulam uma desvalorização de 41,4% desde 8 de Outubro, dia em que Zeinal Bava anunciou a saída da presidência executiva da operadora brasileira Oi, e 65,4% desde o início do ano. As acções valem agora um terço do valor registado no início do ano.

 

Nas nove sessões após a saída de Zeinal Bava, as acções só fecharam em terreno positivo uma vez. Na última sexta-feira, 17 de Outubro, as acções perderam mais de 9% depois do Morgan Stanley ter reiniciado a cobertura das acções da empresa com um preço-alvo de 79 cêntimos.  

 

A Portugal Telecom SGPS tem como único activo uma posição directa e indirecta de 39% no capital da Oi. Os accionistas da cotada portuguesa, quando for concretizada a fusão, ficarão com 26% da nova Oi, uma posição que poderá aumentar para 37% se no futuro a PT exercer uma opção de compra de mais acções. Os títulos da Rioforte serão transferidos para a PT quando for concretizada a fusão, sendo que a operação já foi aprovada pelos accionistas portugueses. A PT Portugal, que detém o Meo e outros serviços, já é detido integralmente pela brasileira Oi.

 

Deste modo o comportamento das acções da PT está já correlacionado com os da Oi. As acções da Oi recuam mais de 6%, tendo já tocado nos 1,13 reais, o que representa um mínimo histórico no dia em que a imprensa brasileira avança que a Oi vai reduzir a sua estrutura de gestão.

 

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