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Quanto aumentaram as fortunas dos ricos da bolsa nacional

2017 foi um bom ano para as famílias com maiores investimentos na bolsa de Lisboa. Queiroz Pereira e Soares dos Santos viram as suas fortunas aumentar cerca de 1,5 mil milhões de euros.

Queiroz Pereira ganha 756 milhões de euros

Queiroz Pereira ganha 756 milhões de euros
755,9 Milhões de euros. As participações detidas pela família Queiroz Pereira na bolsa de Lisboa renderam 755,9 milhões de euros, em 2017. O empresário detém uma posição de 71,4% na Semapa, que, por seu lado, controla mais de 69% da Navigator. Ambas as cotadas do universo Queiroz Pereira tiveram uma evolução positiva no último ano, no entanto, foi com o investimento na papeleira que mais rendeu: 474,7 milhões de euros, entre valorização da posição e dividendos.

Família Soares dos Santos volta a destacar-se

Família Soares dos Santos volta a destacar-se
727,7 Milhões de euros. A Jerónimo Martins continua a revelar-se um bom investimento. O valor de mercado da posição na Jerónimo Martins, detida através da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, aumentou 514 milhões de euros, para 5,72 mil milhões de euros, após a empresa ter subido em bolsa cerca de 10%, no último ano. A juntar à valorização do valor de mercado, Alexandre Soares dos Santos embolsou ainda 213,7 milhões de euros em dividendos. A Jerónimo Martins remunerou os accionistas em 60,5 cêntimos por acção, acima dos 26,5 cêntimos pagos em 2016.

Galp e Corticeira dão ganhos à família Amorim

Galp e Corticeira dão ganhos à família Amorim
410 Milhões de euros. No universo Amorim, o ano foi também de ganhos. As participações na Galp Energia - a Amorim Energia controla 33,34% da Galp, dos quais 55% são imputados à família Amorim - e na Corticeira Amorim renderam, entre valorizações em bolsa e dividendos, 410 milhões de euros. O investimento na Galp deu ganhos de quase 213 milhões de euros. A petrolífera portuguesa terminou o último ano a subir 8%, enquanto a Corticeira Amorim disparou mais de 21%.

Fortuna da família Azevedo aumenta 400 milhões

Fortuna da família Azevedo aumenta 400 milhões
407,4 Milhões de euros. As empresas do grupo Sonae viveram um ano de ganhos em bolsa. Sonae SGPS, Sonae Capital e Sonae Indústria fecharam 2017 com subidas expressivas, o que se reflectiu numa valorização de 407,4 milhões de euros no valor da fortuna da família. A "holding" deu o maior contributo para esta mais-valia potencial, com a posição de 52,64% detida pela Efanor na retalhista a valorizar-se em 307,7 milhões de euros, após a subida em bolsa dos títulos de 28,8%. Já a Sonae Indústria, que mais do que duplicou, deu ganhos de 62 milhões de euros aos herdeiros de Belmiro.

Apostas de Isabel dos Santos rendem 397 milhões

Apostas de Isabel dos Santos rendem 397 milhões
396,8 Milhões de euros. Isabel dos Santos é accionista da Galp e da Nos, depois de ter vendido, em 2017, a posição que controlava no BPI. A venda desta participação, no âmbito da OPA do CaixaBank, rendeu um encaixe de 306,9 milhões de euros. A este montante junta-se ainda o ganho de 78,4 milhões de euros na Galp, relativos aos 45% que detém da Esperaza Holding, que controla 45% da Amorim Energia, dona de 33,34% da Galp. As perdas na Nos foram compensadas pelos dividendos.

Escalada da Mota aumenta fortuna da família

Escalada da Mota aumenta fortuna da família
328,5 Milhões de euros. A posição da família Mota na Mota-Engil registou uma valorização de 328,5 milhões de euros, no último ano. A construtora foi a estrela da bolsa lisboeta, ao mais do que duplicar de valor, o que se reflectiu positivamente na carteira de António Mota. A sua participação está actualmente avaliada em 551,2 milhões de euros, quando um ano antes valia 242,3 milhões de euros. A família Mota arrecadou ainda 19,56 milhões de euros em dividendos pagos pela empresa. A companhia distribuiu uma remuneração de 13 cêntimos por acção.

Paulo Fernandes com ano positivo

Paulo Fernandes com ano positivo
63,26 Milhões de euros. Paulo Fernandes é accionista da Altri, da Cofina, empresa que detém o Jornal de Negócios, e da F. Ramada. As três participações, controladas através da Actium Capital, renderam ganhos, em 2017. A papeleira foi a que mais engordou o património de Paulo Fernandes, com a sua posição a passar a valer mais 37,9 milhões de euros, face ao final de 2016. Já a aposta na F. Ramada rendeu mais 26,8 milhões de euros, no último ano. Somado, o ganho nas três foi de 63,26 milhões.

Património de Champalimaud desvaloriza

Património de Champalimaud desvaloriza
-41,5 Milhões de euros. Manuel Champalimaud é actualmente o maior accionista dos CTT, mas este investimento está a ter um impacto negativo na fortuna do empresário português. O valor da posição de 11,26% detida na empresa de correios desvalorizou-se em 41,5 milhões de euros, no último ano. A companhia viveu um ano negro, com as suas acções a afundarem mais de 45%, após os "profit warnings" da administração. Os dividendos de 8,1 milhões de euros permitiram, contudo, amenizar a menos-valia acumulada por Champalimaud com a sua única aposta no PSI-20.
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 03 de Janeiro de 2018 às 17:00
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