Bolsa Queda das petrolíferas ofusca bons resultados trimestrais e tira rumo a Wall Street

Queda das petrolíferas ofusca bons resultados trimestrais e tira rumo a Wall Street

As principais bolsas dos EUA abriram sem tendência marcada, enquanto os investidores digerem os bons resultados de empresas como a General Electric e a Honeywell mas também a queda das petrolíferas após o recuo dos preços do crude devido a um tweet de Donald Trump dizendo que a matéria-prima está muito cara.
Queda das petrolíferas ofusca bons resultados trimestrais e tira rumo a Wall Street
EPA
Carla Pedro 20 de abril de 2018 às 14:37

O Dow Jones segue a perder 0,03% para 24.673,18 pontos e o Standard & Poor’s 500 cede 0,02% para se fixar nos 2.692,30 pontos.

 

Por seu turno, o Nasdaq Composite desvaloriza 0,32% para 7.215,12 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico negoceiam sem grande direcção, com os resultados robustos de algumas cotadas a animarem a negociação mas a queda das petrolíferas a ofuscar esse optimismo.

 

A General Electric e a Honeywell seguem em alta, com subidas de 6,43% e de 2,01%, respectivamente, depois de reportarem contas do primeiro trimestre que ficaram acima das expectativas, o que está a dar gás ao movimento positivo.

 

No entanto, o presidente norte-americano criticou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) por querer estender os cortes de produção e elevar os preços do crude e levou a uma queda da matéria-prima nos principais mercados internacionais.

 

Donald Trump disse que os preços do "ouro negro" estão "artificialmente elevadíssimos", o que penalizou o crude em bolsa e, por arrasto, as cotadas do sector.

 

Também do lado negativo, destaque uma vez mais para as tecnológicas, que continuaram a ser penalizadas pela advertência da Taiwan Semiconductor, a maior fabricante mundial de microprocessadores e também fornecedora da Apple, que alertou para a fraca procura de smartphones e para a debilidade esperada no crescimento do sector este ano.

 

Estas perspectivas mais sombrias levaram ontem a uma forte queda das cotadas do segmento dos microchips e fizeram com que a Apple fosse dos títulos que mais pressionaram nos EUA, tendência que se mantém na sessão desta sexta-feira.




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