Bolsa Queda de mais de 4% do BCP leva PSI-20 ao tapete

Queda de mais de 4% do BCP leva PSI-20 ao tapete

A grande perda do BCP, que tocou em mínimos de quase um mês, impulsionou uma queda da bolsa nacional que hoje perdeu 0,86%. Lá fora, os fracos dados do PMI, a falência da Thomas Cook e um novo capítulo na novela entre EUA e China marcaram o dia.
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Gonçalo Almeida 23 de setembro de 2019 às 16:43
O índice PSI-20 fechou o dia a cair 0,86% para os 4.973,43 pontos, acompanhando o ritmo das congéneres europeias, num dia em que os fracos dados do PMI, que avalia o desempenho da atividade da indústria e dos serviços, estão a renovar preocupações de uma recessão. 

Em setembro, os dados do PMI para a Zona Euro espelham a fragilidade da economia europeia, com destaque para a Alemanha que viu o seu setor privado entrar em contração - abaixo da marca dos 50 pontos - pela primeira vez, em quase sete anos. 

Em Londres, a falência da Thomas Cook, um dos maiores operadores turísticos do mundo, foi outro catalisador dos mercados uma vez que a especulação de que surjam mais pedidos de falência aumenta, o que está a pesar na negociação bolsista. 

As negociações comerciais entre os EUA e a China continuam também a pesar sobre a negociação. As novas conversações entre as duas maiores economias do mundo terminaram mais cedo do que o previsto e agudizaram os receios de que a relação entre ambos se esteja a degradar. 

Por cá, o destaque vai para o BCP que liderou as quedas entre as principais cotadas da bolsa nacional. O banco liderado por Miguel Maya desvalorizou 4,09% para os 0,189 euros por ação, acompanhando o cenário de quedas no setor da banca na Europa, que perdeu 2,12%. 

Também a Mota-Engil, uma das empresas mais frágeis ao sentimento externo devido à carteira de negócios que tem em mercados periféricos, perdeu 2,59% para os 1,952 euros por ação. 

Ainda a cair esteve também a Jerónimo Martins, que desvalorizou 0,47% para os 15,78 euros por ação.



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