Bolsa Queda do BCP anula ganhos da Galp Energia  

Queda do BCP anula ganhos da Galp Energia  

As ações da Galp Energia reagiram em alta à promessa de aumentar o dividendo e o BCP corrigiu parte dos fortes ganhos da véspera.
Queda do BCP anula ganhos da Galp Energia   
Reuters
Nuno Carregueiro 22 de outubro de 2019 às 16:50

A bolsa nacional fechou estável, com os ganhos da Galp Energia e outras cotadas do setor a serem anulados pelo desempenho negativo do BCP e das cotadas do setor da pasta e papel.

 

O PSI-20 desceu 0,01% para 5.016,18 pontos, com sete cotadas em alta e 11 em queda.

 

Na Europa, a tendência foi mista, com os índices a registarem fracas oscilações, numa altura em que são várias as incertezas. Os investidores estão a digerir os resultados do terceiro trimestre e as notícias sobre a possibilidade dos EUA e China assinarem um acordo em novembro e do Reino Unido sair da União Europeia com acordo a 31 de outubro.

 

Na frente do Brexit arranca esta terça-feira a maratona de votações para aprovar o acordo de saída, sendo que a expectativa que ganha mais força nesta altura é que Boris Johnson vai finalmente conseguir "luz verde" do Parlamento britânico. Caso contrário, o primeiro-ministro já ameaçou que avança para eleições antecipadas.

 

A Galp Energia foi a cotada que mais se destacou pela positiva na praça portuguesa. As ações da petrolífera subiram 1,41% para 13,70 euros (chegaram a valorizar mais de 3%) depois de ter revelado esta manhã que espera aumentar o dividendo aos acionistas em 10% ao ano até 2021, apesar de ter visto os lucros descerem 33% nos primeiros nove meses deste ano.

 

Em relação ao terceiro trimestre deste ano, o resultado líquido diminuiu 52% em termos homólogos para 101 milhões de euros, abaixo do esperado pelos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para lucros de cerca de 145 milhões de euros.

 

As outras cotadas do setor energético também impulsionaram o PSI-20, com a EDP a ganhar 0,39% para 3,564 euros e a EDP Renováveis a valorizar 1,22% para 9,96 euros.

 

Ainda do lado dos ganhos a Jerónimo Martins valorizou 0,72% para 14,775 euros, em antecipação aos resultados do terceiro trimestre que a dona dos supermercados Pingo Doce vai apresentar esta quarta-feira após o fecho da sessão.

 

O Goldman Sachs estima que a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos tenha registado "mais um trimestre sólido", com as receitas a crescerem 8% em termos homólogos para 4,7 mil milhões de euros (entre julho e setembro de 2019) e o EBITDA a aumentar 9% para 288 milhões de euros. Os lucros terão ficado em 108 milhões de euros, abaixo dos 114 milhões de euros registados no terceiro trimestre de 2018 e acima dos 100 milhões entre abril e junho deste ano.

 

Do lado das quedas destacou-se o Banco Comercial Português, com uma queda de 1,88% para 0,1982 euros, a acompanhar a tendência do setor do Sul da Europa. Ontem os títulos do banco liderado por Miguel Maya dispararam mais de 4% depois da Sonangol ter reafirmado o interesse em manter a posição no capital do banco.

 

A Nos desvalorizou 0,66% para 5,265 euros depois de ter sofrido um "incidente grave" na sua rede de telecomunicações, que deixou muitos dos seus clientes sem serviços de voz e dados durante mais de quatro horas.

 




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