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Queda da EDP e PT condicionam evolução da Euronext Lisbon; PSI20 cai 0,9%

A Bolsa negociava em queda, e o PSI20 cedia 0,9%, numa manhã calma em liquidez. A Electricidade de Portugal pressionava o índice com uma queda de 1,78%, e o Banco Comercial Português interrompia uma série de seis sessões de quedas.

Negócios negocios@negocios.pt 26 de Julho de 2002 às 10:23
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A Bolsa negociava em queda, e o PSI20 cedia 0,9%, numa manhã calma em liquidez. A Electricidade de Portugal (EDP) pressionava o índice com uma queda de 1,78%, e o Banco Comercial Português (BCP) interrompia uma série de seis sessões de quedas.

O PSI20 [PSI20] marcava 6.008,63 pontos, com 12 acções em queda, quatro inalteradas, e as restantes quatro a acumularem ganhos, numa sessão «pálida» em termos de liquidez, e em que o papel mais negociado da Bolsa era a Barbosa & Almeida [BBA], com 1,49 milhões de títulos movimentados.

A empresa de vidros anunciou um crescimento nos lucros semestrais para os 3,1 milhões de euros, acima dos 417 mil euros obtidos na primeira metade de 2001. As acções cresciam 13%.

No PSI20, nenhuma empresa negociou mais de um milhão de acções.

A Electricidade de Portugal [EDP] caía 1,78% para os 1,66 euros, depois de ontem ter acumulado uma valorização que ultrapassou 6%.

Os valores da Portugal Telecom (PT) [PTC] cediam 0,81% para os 6,12 euros, a SonaeCom [SNC] caía 0,97% para os 2,05 euros, enquanto a Vodafone Telecel [TLE] que ontem cresceu mais de 4%, cotava nos 7,40 euros, sem alterações no preço.

Na banca, o Banco Comercial Português (BCP) [BCP], que nas últimas seis sessões afundou mais de 13%, avançava hoje 0,7% a marcar 2,89 euros.

O BPI [BPIN] e o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] resvalavam 0,85% para os 2,32 euros e 0,71% para os 11,20 euros. Ontem, o terceiro e quarto maior banco nacional, apresentaram as respectivas contas semestrais, em linha com as estimativas mais baixas dos analistas.

O banco liderado por Artur Santos Silva destronou a Brisa [BRISA] na topo das empresas que mais ganharam em 2002, período durante o qual o BPI subiu 7,97%. As acções da Brisa que ontem caíram cerca de 5%, voltavam a resvalar 0,85% para os 5,04 euros, após uma recomendação desfavorável por parte da UBS Warburg.

Bolsas europeias negoceiam em queda

As maiores praças europeias negociavam em queda, e DJ Stoxx 50 decrescia 1,43% para 2.506,39 pontos. Esta é a quinta sessão, das últimas seis, que o índice perde valor.

O CAC40 [CAC] de Paris desvalorizava 2,13% para os 3.082,61 pontos, e as acções da Saint-Gobain caíam 19,8% para os 28,88 euros, depois do grupo cimento ter revisto em baixa as suas previsões em termos de lucros. As acções da Renault cresciam 5,1%, após o quinto maior fabricante de automóveis europeu ter desvendado um crescimento de 54% nos lucros semestrais.

O IBEX35 [IBEX] espanhol regredia 0,5% a cotar nos 6.278,70 pontos, penalizado pela evolução das acções da Terra Lycos que caíam 3,7%, em linha com a desvalorização de 3,89% do Nasdaq [CCMP] na véspera. O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) escorregava 2,2% para 9,45 euros.

O AEX de Amsterdão descia 1,76% a marcar 330,23 pontos, arrastado pela desvalorização das acções da Philips Electronics que desciam 3,12% para os 19,86 euros, e pela queda de 1,84% da petrolífera Royal Duch Shell, prejudicada pela queda do barril de petróleo em Nova Iorque.

Na Alemanha, o DAX [DAX] deslizava 0,83% a cotar nos 3.491,17 pontos. As acções da Infineon e do Deutsche Bank condicionavam a evolução da praça de Frankfurt, acumulando desvalorizações de 6,7% e 3,3%. A liderar os ganhos, as acções da BASF valorizavam 2,7%, após ter anunciado que irá proceder à recompra de 2,4% das acções próprias.

Em Londres, o FTSE 100 [UKX] resvalava 1,19% para os 3.918,60 pontos. A operadora British Telecom caía 4,4%, depois de ontem ter anunciado que os lucros afundaram 94% no primeiro trimestre fiscal.

Por Pedro Carvalho

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