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Queda da PT leva bolsa de Lisboa a fechar no vermelho

As praças europeias registam uma sessão negativa, com os mercados apreensivos sobre a tensão no Leste da Ucrânia, as novas medidas do BCE e a indefinição sobre o futuro da Escócia. Na bolsa nacional, foi a PT que mais pressionou. Do lado oposto esteve a Altri e a Semapa, ambas com ganhos superiores a 2%.

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André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 10 de Setembro de 2014 às 16:53
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A bolsa de Lisboa fechou a sessão desta quarta-feira, 10 de Setembro, a cair 0,33% para os 5.921,11 pontos, com 10 cotadas a fecharem em terreno positivo, duas em negativo e seis inalteradas.

 

A queda do PSI-20 vai ao encontro à performance das principais bolsas europeias que negoceiam no vermelho: Madrid (-0,23%), Paris (-0,04%), Londres (-0,09%) e Frankfurt (-0,15%).

 

Por um lado, os investidores estão preocupados com a tensão no Leste da Ucrânia. Os estados-membros da União Europeia reúnem-se hoje em Bruxelas para analisar a possibilidade de agravar as sanções à Rússia pelo seu apoio aos separatistas pró-russos.

 

Por outro, existe alguma apreensão nos mercados devido às novas medidas anunciadas pelo Banco Central Europeu na passada semana, com os investidores a questionarem-se quando é que as mesmas vão começar a surtir efeito.

 

Ao mesmo tempo, os mercados está a ser afectado pela indefinição que rodeia o futuro da Escócia. O referendo tem lugar no dia 18 de Setembro, com as sondagens a demonstrarem que os apoiantes da independência estão a ganhar peso.

 

De regresso a Lisboa, a Altri liderou os ganhos nesta sessão, ao fechar a subir mais de 4,15% para 2,437 euros. Isto no dia em que o BPI anunciou que as acções da Altri passaram a figurar entre as suas favoritas na Península Ibérica.

 

Esta decisão foi tomada devido à possibilidade de haver um "aumento dos preços da pasta no quarto trimestre", assim como a procura proveniente da China estar fraca neste momento e poder vir a "acelerar até ao final do ano", diz o BPI.

 

Também o grupo industrial Semapa registou uma valorização acima de 2% e fechou a subir 2,32% para 10,59 euros.

 

Destaque para a queda da Portugal Telecom, que perdeu 3,26% para 1,661 euros, dois dias depois dos accionistas da empresa terem dado luz verde ao novo acordo de fusão com a empresa.

 

A Nos fechou a ganhar 0,44% para 4,52 euros, no dia em que a operadora de telecomunicações liderada por Miguel Almeida inaugurou o seu novo centro de convergência e supervisão em Lisboa, um investimento de 4,5 milhões de euros.

 

O BCP foi a cotada que registou a maior liquidez na sessão de hoje com 211 milhões de acções negociadas. Segue-se o Banif com 32 milhões de acções.

 

Na banca, o Banif fechou a ganhar 1,15%, para 0,088 cêntimos, o BCP subiu 0,28% para 1,084 cêntimos, com o BPI a cair 1,32% para 1,491 euros.

 

Na energia, três cotadas encerraram a sessão em terreno positivo: EDP Renováveis (0,55% para 5,53 euros), REN (0,26% para 2,706 euros) e Galp (0,11% para 13,50 euros). A EDP foi a única a fechar em queda, ao descer 0,62% para 3,551 euros.

 

Já os Correios de Portugal fecharam a sessão com a cotação inalterada, nos 7,34 euros, um dia depois de terem fechado oficialmente a privatização da companhia postal.

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