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Queda de mais de 1% da EDP leva bolsa a desvalorizar

A bolsa nacional desvalorizava pressionada pela perda superior a 1% da Energias de Portugal e com o Banco Comercial também em queda. O PSI-20 deslizava 0,27% numa sessão em que a Jerónimo Martins renovou máximos de 2000 depois de ter anunciado um crescime

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 16 de Janeiro de 2006 às 12:25
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A bolsa nacional desvalorizava pressionada pela perda superior a 1% da Energias de Portugal e com o Banco Comercial também em queda. O PSI-20 deslizava 0,27% numa sessão em que a Jerónimo Martins renovou máximos de 2000 depois de ter anunciado um crescimento de 9,4% nas receitas de 2005.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 8.885,95 pontos, com dez acções em queda, oito a subir e duas inalteradas. Na Europa, o ganho do sector petrolífero contrariava a queda das fabricantes de automóveis.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] recuava 1,42% para os 2,78 euros, depois de ter crescido mais de 1% na última sessão.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] depreciava 0,83% para os 2,38 euros, uma tendência registada pelo terceiro dia consecutivo. As acções do maior banco privado português acumulam assim uma desvalorização superior a 2% nos últimos três dias.

A UBS anunciou na sexta-feira, após o fecho do mercado, que reduziu a sua posição no capital do BCP para 1,937%, fruto da conversão final dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC), bem como devido à alienação de 3 milhões de acções a 9 de Janeiro.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] caía 0,15% para os 13,63 euros enquanto o Banco BPI [bpin] contrariava a tendência com uma subida de 0,25% para os 4,06 euros. O UBS melhorou o preço-alvo para as acções do Banco BPI de 4,30 para os 4,70 euros, prevendo um crescimento de 14,9% dos lucros de 2005. O analista Ignacio Sanz prevê que a 26 de Janeiro o banco venha a anunciar lucros de 221 milhões de euros.

A PT Multimédia [ptm] também contribuía para a tendência do PSI-20 ao desvalorizar 0,72% para os 9,70 euros enquanto a Portugal Telecom [ptc]  impedia perdas maiores ao ganhar 0,94% para os 8,60 euros.

Segundo o «Diário de Bolsa» do BPI «a PTM, tal como outras acções do seu sector (Impresa, Cofina, etc), não têm beneficiado do fluxo de fundos que tem afluído ao mercado nacional. As estimativas para o mercado publicitário apontam para um crescimento de apenas 2% e têm sido o principal travão a uma maior performance deste sector. A tendência técnica de curto prazo é ligeiramente positiva, mas só um fecho superior a 9,88 euros implicaria um movimento de alta mais duradouro».

A Impresa  subia 0,8% para os 5,02 euros e a Cofina [cofi] valorizava 0,98% para os 3,08 euros.

A Cofina anunciou na sexta-feira, após o fecho do mercado, que adquiriu 5,7% da Avanzit, uma empresa de tecnologia, media e telecomunicações espanhola. Esta aquisição enquadra-se na política da Cofina, que elegeu Espanha como um dos mercados preferenciais para o seu desenvolvimento, anunciou a empresa em comunicado.

A empresa liderada por Paulo Fernandes adquiriu 8.892.407 acções do valor nominal de um Euro cada, representativas de 5,731% do capital social da Sociedade Avanzit S.A., sociedade com as acções representativas do seu capital social cotadas na Bolsa de Madrid e que opera na área dos media e tecnologias de informação.

A Media Capital seguia estável nos 7,55 euros. Do lado das subidas de sublinhar ainda as acções da Sonae SGPS [son] e da Mota-Engil que avançavam 0,82% para os 1,23 euros e 0,58% para os 3,47 euros, respectivamente.

As acções da Jerónimo Martins [jmar] também valorizavam 0,23% para os 13,17 euros, tendo já renovado o máximo de 2000 nos 13,20 euros, depois da retalhista ter anunciado que as suas receitas 9,4% para os 3,823 mil milhões de euros em 2005, o que ficou em linha com as estimativas da generalidade dos analistas.

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