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Queda de mais de 2% afunda bolsa nacional

A bolsa nacional fechou a cair pressionada pela desvalorização superior a 2% da Portugal Telecom, que renovou assim mínimos de 2003. O PSI-20 deslizou 1,03%, mais do que as congéneres europeias, e registou a sessão mais líquida desde dia 3 deste mês.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 17:13
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A bolsa nacional fechou a cair pressionada pela desvalorização superior a 2% da Portugal Telecom, que renovou assim mínimos de 2003. O PSI-20 deslizou 1,03%, mais do que as congéneres europeias, e registou a sessão mais líquida desde dia 3 deste mês.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 7.422,99 pontos com 15 acções em queda, três a subir e duas inalteradas numa sessão em que foram negociados 186,10 milhões de euros, o valor mais elevado desde dia 3 de Junho. As praças europeias recuaram devido à subida do petróleo para valores acima dos 60 dólares, aumentando a preocupação com o impacto da subida do petróleo nas economias europeias e nas contas das empresas.

A Portugal Telecom [ptc] foi o título que mais pressionou com uma queda de 2,58% para os 7,55 euros, mínimos de 2003. A maior operadora de telecomunicações portuguesa perdeu pelo terceiro dia consecutivo ainda castigada pelas recomendações negativas de analistas de que tem sido alvo nos últimos tempo. Hoje foi a vez de a Bernstein, segundo a Reuters, reduzir o preço alvo da PT de 9 para 8,7 euros mantendo a recomendação de «market perform». A PT Multimédia [ptm] travou, por outro lado, perdas maiores com uma valorização de 0,71% para os 8,56 euros.

A Energias de Portugal (EDP) [edp], uma das empresas portuguesas mais penalizadas com a escalada do petróleo, também pressionou ao depreciar 1,90% para os 2,06 euros, uma queda com liquidez acentuada, com a eléctrica a negociar mais de 20,10 milhões de acções.

A Brisa [brisa] caiu 0,62% para os 6,36 euros e a Sonae SGPS [son] perdeu 0,87% para os 1,14 euros. A Sonaecom caiu 2,96% para os 3,28 euros no dia em que lançou a rede4, cujo investimento total de lançamento é de quatro milhões de euros. A empresa tem como objectivo alcançar 11% de quota de mercado em quatro anos e 100 mil clientes até ao final de 2005.

O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] e o Banco BPI [bpin] deslizaram 0,39% para os 12,75 euros e 0,32% para os 3,14 euros, respectivamente enquanto o Banco Comercial Português [bcp] ficou inalterado nos 2,13 euros.

A Cimpor escorregou 1,08% para os 4,60 euros, com uma liquidez elevada, perto do nível mais elevado desde Junho de 2004, com 15,34 milhões de títulos negociados, depois de ter sido alvo de uma passagem em bolsa de um bloco de 15 milhões de acções.

A travar perdas maiores fechou a Media Capital com uma valorização de 0,62%. Esta empresa «tem mostrado estranhamente um comportamento positivo nos últimos meses, o que poderá ter a ver com o facto de se especular que alguém (fala-se na RTL) queira entrar[/reforçar] na empresa», explicou sexta-feira Luís Duarte do Caixa BI.

Para além disso, a empresa liderada por Paes do Amaral beneficia do facto de estar a registar maiores audiências no horário nobre «o que poderá trazer mais investimentos publicitários nos próximos tempos para a empresa», acrescentou.

No restante sector «media», a Impresa [ipr] e a Cofina [cofi] depreciaram 1,51% para os 5,22 euros e 2,85% para os 2,85 euros, respectivamente.

Fora do PSI-20, as acções do Finibanco atingiram hoje o valor mais elevado de quatro anos e meio, depois do presidente do banco ter admitido haver interesse de estrangeiros, apesar de ter afirmado que não pretende vender a sua posição de controlo. As acções subiram um máximo de 9,02% para 1,45 euros. E fecharam a valorizar 6,02% para os 1,41 euros.

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