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Queda da Portugal Telecom pressiona bolsa nacional

O PSI-20 acabou por encerrar em terreno negativo, numa sessão marcada por oscilações entre ganhos e perdas ligeiras. A queda da Portugal Telecom anulou o ganho de 2% do Banco Espírito Santo.

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Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 20 de Maio de 2014 às 16:57
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O principal índice da bolsa nacional depreciou 0,05% para 6.896,20 pontos, com 13 acções em queda, seis a subir e uma inalterada. Na Europa, à excepção do índice grego, que subiu mais de 4,5%, os índices também registaram desvalorizações ligeiras, numa sessão em que os receios de instabilidade política na Grécia, na sequência dos resultados das eleições europeias, e a expectativa quanto à próxima reunião do BCE penalizaram o sentimento dos investidores.

 

Por cá, depois de um arranque positivo, a bolsa nacional resvalou para terreno negativo, pressionada sobretudo pela Portugal Telecom. Contudo, depressa voltou a negociar em alta. As oscilações entre ganhos e perdas foram a tónica da sessão.

 

Depois de ontem ter ganho mais de 4%, a Portugal Telecom caiu hoje 2,34% para 2,75 euros, corrigindo parte dessa subida.

 

No restante sector, a Zon Optimus perdeu 0,52% para os 4,766 euros. Neste caso, o desconto de dividendo de 12 cêntimos foi o responsável da tendência negativa, já que, caso não houvesse tal ajuste, os títulos teriam avançado 1,9%.

 

A banca fechou mista no dia em que a Lusa avança já haver uma solução para o problema dos impostos diferidos, essencial para o sector financeiro, já que determinará os seus capitais. Além disso, as taxas de juro associadas à dívida portuguesa subiram a reflectir os receios com a instabilidade política na Grécia.

 

O Banco Comercial Português caiu 0,17% para 17,21 cêntimos ao passo que o BPI depreciou 0,44% para 1,595 euros.

 

Goldman Sachs reviu em alta o preço-alvo do BCP de 19 para 21 cêntimos, o que traduz um potencial de valorização superior a 20% face à cotação actual, de 17,35 cêntimos. A recomendação continua em "neutral", diz o banco numa análise em que procura simular um potencial aumento de capital no banco.

 

O Banco Espírito Santo, que está a dias de iniciar o aumento de capital superior a mil milhões de euros, fechou nos 1,021 euros com um avanço de 1,90%. O ESFG, "holding" que deixou de controlar o banco através da parceria com o Crédit Agricole e tem agora uma participação directa de 27,5%, disaparou 6,35% para 2,781 euros.

 

A pressionar fecharam ainda a Jerónimo Martins e a Mota-Engil, com quedas de 0,19% para 12,875 euros e de 2,80% para 4,59 euros, respectivamente.

 

No sector energético, a EDP somou 0,38% para 3,42 euros, enquanto a Renováveis caiu 0,32% para 4,94 euros. A Galp Energia ganhou uns ligeiros 0,08% para 12,77 euros.

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