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Queda do petróleo empurra Wall Street para terceira sessão de quedas

As bolsas dos Estados Unidos abriram em terreno negativo, pressionadas sobretudo pelas empresas do sector energético, numa altura em que os preços do petróleo caem 2% nos mercados internacionais.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 14:40
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Os principais índices norte-americanos abriram esta quarta-feira, 10 de Dezembro, em queda pela terceira sessão consecutiva, penalizados sobretudo pelas empresas do sector da energia.

 

O índice industrial Dow Jones desce 0,32% para 17.743,8 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq perde 0,13% para 4.760,26 pontos. Já o S&P500 desvaloriza 0,3% para 2.053,83 pontos.

 

A condicionar o desempenho do sector da energia estão os preços do petróleo, que seguem em forte queda nos mercados internacionais, depois de a OPEP ter revisto em baixa as projecções para a procura no próximo ano. A organização antecipa que perante o enfraquecimento da economia, mas também a maior produção nos Estados Unidos, os fornecimentos da matéria-prima por parte do cartel vão cair para o nível mais baixo dos últimos 12 anos em 2015.

 

No próximo ano, de acordo com o boletim mensal da OPEP citado pela Bloomberg, a procura pelo petróleo do cartel será menor em 300 mil barris por dia, para um total de 28,9 milhões de barris diários. É sensivelmente menos 1,15 milhões de barris por dia do que os 12 membros produziram no mês passado e a meta de 30 milhões de barris reiterada na reunião realizada a 27 de Novembro.

 

A Exxon Mobil Corp. desce 1,34% para 90,15 dólares, a ConocoPhillips perde 1,55% para 63,95 dólares e a Chevron Corp. desliza 1,62% para 105,28 dólares. 

 

Além da queda do petróleo, os receios relativos ao crescimento económico global – sobretudo a desaceleração da China e a debilidade da Europa - continuam a pesar no desempenho das bolsas do outro lado do Atlântico.

 

"A minha impressão é que os mercados querem subir de novo, apesar de existirem algumas tensões. Como sempre, as preocupações estão nos riscos de deflação na Europa, na desaceleração acentuada do crescimento económico da China e, claro, o aumento das taxas de juro por parte da Fed", referiu, em declarações à Bloomberg, Jacques Porta, da Ofi Gestion Privee, em Paris. 

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