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Queda do preço do petróleo reduz ganhos de Wall Street

O índice S&P 500 foi o mais penalizado, tenho fechado no vermelho. A pressionar esteve sobretudo o desempenho negativo das petrolíferas, com a Nabors Industries, Halliburton e Newfield Exploration a encerrarem a sessão a perder mais de 4,5%.

Bloomberg
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 20:46
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A queda do preço do barril de petróleo pressionou a sessão de Wall Street desta segunda-feira, 27 de Outubro, com os principais índices a fecharem em alta muito ligeira - com excepção do S&P 500, que terminou no vermelho.

 

O Dow Jones ganhou 0,7% para 16.817,94 pontos, impulsionado pelas subidas da operadora de telecomunicações Verizon (1,33%), da seguradora Travelers Companies (1,23%) e da produtora de bens e higiene e consumo Procter & Gamble (0,92%).

 

No tecnológico Nasdaq Composite, a subida foi de 0,5% para 4.485,934 pontos, com os maiores ganhos a registarem-se na Micro Technology (4,12%), Juniper Networks (3,63%) e Yahoo (2,91%).

 

Já o S&P 500 - que agrega as 500 maiores cotadas norte-americanas - caiu 0,10% para 1.962,57 pontos pressionado pelo desempenho negativo das petrolíferas. No sector energético, a Nabors Industries (-6,83%), Halliburton (-6,35%) e Newfield Exploration (-4,54%) foram os destaques do lado negativo.

 

A influenciar estas cotadas esteve a queda do preço do petróleo. O Brent recuou 0,80% para 85,44 dólares em Londres; o West Texas Intermediate perdeu 0,35% para 80,73 dólares em Nova Iorque. O abrandamento económico global está assim a influenciar o desempenho do petróleo: a redução da procura provoca a redução do preço.

 

O banco Goldman Sachs reviu hoje em baixa os seus preços para o petróleo. O Brent deverá cair para os 85 dólares no primeiro trimestre do próximo ano, face aos 100 dólares estimados antes. O WTI deverá valer 75 dólares no início de 2015, contra os 90 dólares anteriores.

 

"Temos muito petróleo e as bases são muito fracas", disse à Bloomberg Phil Flynn, analista da Price Futures Group. "Não há nada no curto prazo que indique uma forte procura".

 

Os membros dos Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como a Arábia Saudita, estão a combater a redução da procura através de descontos no preço do barril, rejeitando reduzir a sua produção, com o objectivo de proteger as suas quotas de mercado.

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