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Quedas da EDP e do BPI pressionam bolsa nacional (act.)

A bolsa nacional terminou a negociação de hoje a desvalorizar pela primeira vez em três sessões, com a subida dos títulos do Banco Comercial Português a ser insuficiente para suportar as quedas das acções da EDP e do Banco BPI.

Paulo Moutinho 11 de Julho de 2006 às 17:02
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A bolsa nacional terminou a negociação de hoje a desvalorizar pela primeira vez em três sessões, com a subida dos títulos do Banco Comercial Português a ser insuficiente para suportar as quedas das acções da EDP e do Banco BPI.

O PSI-20 perdeu 0,21%, uma queda que ficou, ainda assim, aquém das fortes desvalorizações verificadas nas congéneres europeias.

O principal índice nacional [psi20] desceu para os 9.507,24 pontos, com seis das vinte cotadas que compõem o PSI-20 a valorizar, seis em queda e oito cotadas sem variação, numa sessão em que foram negociados 140 milhões de euros.

As restantes praças europeias registaram quedas em torno de 1%, pressionadas pelas tecnológicas, depois de empresas nos EUA e na Ásia terem anunciado lucros abaixo do esperado, sugerindo que os lucros das empresas poderão vir a abrandar.

Na Euronext Lisbon, as acções da Energias de Portugal [edp] e do Banco BPI foram as que mais pressionaram o índice.

A eléctrica terminou a sessão a recuar 1,32% para os 2,99 euros, com mais de 8,5 milhões de títulos transaccionados.

O BPI [bpin] fechou a perder 0,34% para os 5,88 euros, enquanto que os títulos do Banco Comercial Português [bcp], que lançou a OPA sobre o BPI, impediu maiores perdas do PSI-20 ao terminar com uma subida de 0,45% para os 2,25% euros, tendo sido negociadas mais de 20 milhões de acções do banco.

A contribuir para a quedo do índice estiveram também os títulos da Sonae Indústria [soni], que terminou a ceder 0,46% para os 6,47 euros.

A Sonae SGPS [son] terminou sem variação nos 1,18 euros, enquanto que a Sonaecom [snc], a empresa liderada por Paulo Azevedo que lançou a OPA sobre a Portugal Telecom, fechou a ganhar 0,24% para os 4,25 euros.

Paulo Azevedo, o CEO da Sonaecom afirmou hoje estar confiante na aprovação da Autoridade da Concorrência (AdC) da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela empresa sobre a Portugal Telecom (PT).

Luís Reis, administrador executivo da Sonaecom, defendeu hoje que a OPA lançada pela sua empresa à PT dá uma «oportunidade de transformação única» para o sector de telecomunicações nacional.

Estas afirmações surgiram no dia em que o «Diário Económico» noticiou que a administração da PT poderá vir a ponderar a possibilidade de destacar a PT Multimédia da Portugal Telecom e entregar as acções que a operadora detém na dona da TV Cabo e dos cinemas Lusomundo aos accionistas, numa operação financeira conhecida por «spin-off».

Esta medida poderá vir a valorizar a PTM, ao mesmo que tempo que responderia a uma das exigências mais antigas da Autoridade da Concorrência e, mais recentemente, do primeiro-ministro José Sócrates: a separação da rede cabo do cobre.

Na sessão de hoje, os títulos da Portugal Telecom [ptc] chegaram a cotar nos 9,6 euros durante a sessão, mas encerraram sem variação nos 9,55 euros.

A ParaRede [para], que vai anunciar amanhã os seus resultados referentes ao primeiro trimestre após o fecho do mercado, terminou a negociação a ganhar 4,35% para os 0,24 euros.

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