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Receios sobre política monetária levam acções europeias para mínimos de um mês

As principais praças do Velho Continente estão a registar quedas expressivas esta segunda-feira. As dúvidas em torno das políticas dos bancos centrais como suporte ao crescimento estão a penalizar a evolução dos mercados bolsistas mundiais.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 10:37
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Perdas expressivas um pouco por todo o lado. As principais praças europeias estão a cair, partilhando o sentimento já registado na Ásia esta segunda-feira, 12 de Setembro, penalizadas pelos receios dos investidores em torno das políticas dos bancos centrais mundiais.

O Stoxx 600, índice de referência, recua 1,97%, tendo já esta segunda-feira negociado no valor mais baixo desde 5 de Agosto. A praça que mais perde na Europa é o principal índice grego, que recua 3,08%, seguido pelo italiano FTSE MIB, que desce 2,59%. Do lado oposto, a queda mais ligeira é registada em Londres pelo Footsie, que desvaloriza 1,70%.


A Bloomberg escreve que as acções do Velho Continente estão a caminho da maior desvalorização desde o rescaldo do referendo britânico à permanência do país na União Europeia. Esta desvalorização deve-se aos receios dos investidores que os bancos centrais possam estar menos disponíveis para continuar a apoiar o crescimento económico com uma política monetária mais relaxada.


Na semana passada, o Banco Central Europeu deixou inalterada a sua política de estímulos e um dia depois o presidente da Reserva de Boston alimentou a expectativa de aumento de juros nos EUA já em Setembro. O Banco de Inglaterra pronuncia-se sobre a sua política monetária esta quinta-feira.

 

Olhando para Lisboa, o PSI-20 desce 2,09% para 4.599,24 pontos, com 16 cotadas em queda, uma em alta e uma inalterada. Porém, esta manhã o principal índice nacional esteve já nos 4.595,46, o valor mais baixo desde 20 de Julho. A penalizar a evolução em Lisboa estão, sobretudo, as acções do sector energético e da Jerónimo Martins.

 

A Galp Energia desvaloriza 2,16% para 12,69 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desce 1,37% para 47,35 dólares por barril.

 

A EDP Renováveis recua 2,38% para 7,008 euros e a EDP perde 1,89% para 2,903 euros. A REN cai 1,72% para 2,566 euros.

 

No retalho, a Jerónimo Martins desvaloriza 1,78% para 14,06 euros. A concorrente Sonae desce 3,65% para 68,6 cêntimos.

 

A Nos cai 1,49% para 5,956 euros. Os CTT também desvalorizam: 2,13% para 6,44 euros. Por outro lado, a Pharol soma 1,30% para 23,4 cêntimos.

 

Na banca, o BCP desce 1,60% para 1,84 cêntimos e o BPI recua 1,80% para 1,034 euros.

 

No sector da pasta e do papel, a Semapa perde 1,89% para 11,66 euros e a Navigator tomba 4% para 2,832 euros. A Altri recua 3,38% para 3,231 euros.

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