Bolsa Recuo nas tarifas aduaneiras dá novos recordes às bolsas americanas

Recuo nas tarifas aduaneiras dá novos recordes às bolsas americanas

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, a marcarem novos máximos históricos, impulsionadas pelas notícias de que os EUA e a China vão começaram a retirar gradualmente as tarifas alfandegárias já impostas, no âmbito do acordo comercial provisório alcançado e que deverá ser assinado em dezembro.
Recuo nas tarifas aduaneiras dá novos recordes às bolsas americanas
Reuters
Carla Pedro 07 de novembro de 2019 às 21:05

O Dow Jones fechou a somar 0,67% para 27.677,02 pontos, depois de marcar durante a sessão um máximo de todos os tempos nos 27.774,67 pontos.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 0,27% para 3.085,18 pontos, tendo a meio da jornada atingido um novo máximo histórico nos 3.097,77 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 0,28% para 8.434,52 pontos, após ter, na negociação intradiária, fixado um novo recorde de sempre nos 8.483,16,39 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico continuam a evoluir sobretudo ao ritmo das notícias que vão sendo veiculadas sobre a frente comercial.

 

Depois de ter sido avançado hoje de manhã pela China, e mais tarde pelos EUA, que – no âmbito do acordo comercial parcial entre as duas maiores economias do mundo, que deverá ser assinado em dezembro – as duas partes irão proceder à retirada das tarifas alfandegárias, de forma faseada, os investidores largaram os ativos considerados mais seguros (de refúgio), como as obrigações, o ouro e algumas moedas (dólar, iene e franco suíço, por exemplo) e acorreram às bolsas.

 

Foi o suficiente para se marcarem novos máximos históricos em Wall Street. Mais ao final do dia, os ganhos acabaram por perder algum vigor, devido a um relato da agência Reuters de que há alguma resistência da Casa Branca na questão da retirada das tarifas, mas os principais índices bolsistas mantiveram-se firmemente no verde.

Ontem, os índices norte-americanos inverteram para a baixa com os relatos de que a assinatura do acordo comercial parcial (de "fase um") entre Washington e Pequim não será este mês. A acontecer, será em dezembro. "O presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, poderão não conseguir assinar um acordo comercial parcial antes de dezembro, e já houve dois locais nos EUA que foram descartados para o encontro entre os dois líderes", disse à Bloomberg uma fonte próxima do processo.

Agora, passado esse "revés", o facto ter sido avançada a possibilidade de retirada de tarifas existentes e de não imposição de taxas alfandegárias previstas para dezembro foi o suficiente para dar novo fôlego ao mercado acionista. 

 

Perante os recordes atingidos logo na abertura da sessão desta quinta-feira, e que foram superados ao longo da sessão, o presidente norte-americano, Donald Trump, celebrou no Twitter. Como é hábito, congratulou-se – na sua rede social de eleição – com este feito de Wall Street.

 
A ajudar a todo o otimismo têm estado também os resultados acima do esperado de cotadas norte-americanas de peso, bem como a melhoria dos indicadores económicos – que aliviam os receios de uma recessão.

 

Com efeito, os últimos dados sinalizam que a contração económica mundial poderá já ter atingido o fundo, o que tem animado os investidores.

 

A manter-se o cenário de melhoria da economia nos EUA, começa a ser mais improvável um quarto corte dos juros diretores por parte na Fed na reunião de dezembro.

 

A Gains Pains and Capital, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso, diz mesmo que o facto de a Reserva Federal norte-americana ter expandido o seu balanço em 250 mil milhões de dólares nas últimas seis semanas pode "atirar as bolsas para níveis insanos".

 

A última vez que a Fed expandiu o seu balanço a este ritmo foi quando o Lehman Brothers faliu, em setembro de 2008, recorda o mesmo "research".

 

"A única diferença é que, naquela época, o sistema financeiro estava mergulhado na pior crise em 80 anos… o desemprego superava os 6% e subia mês após mês… e os EUA estavam no meio de uma profunda recessão", frisa Graham Summers, principal estratega da Phoenix Capital Research, na nota de análise da Gains Pains Capital.

 

Desta vez, prossegue, "as bolsas estão em máximos históricos… a taxa de desemprego está nos 3,6%... e a economia norte-americana está a crescer a 2%".

 

Por isso, segundo a mesma análise, neste contexto, e com a Fed a colocar 250 mil milhões de dólares de liquidez no sistema em apenas dois meses, as bolsas poderão explodir para "níveis inacreditáveis". O S&P 500 tem assim a porta aberta até aos 4.000 pontos, defende Summers.




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