Bolsa Resposta da China aos EUA arrasa Wall Street

Resposta da China aos EUA arrasa Wall Street

As bolsas dos Estados Unidos registam perdas em torno de 1,5% no arranque da sessão, penalizadas pela decisão da China de responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Resposta da China aos EUA arrasa Wall Street
Reuters
Rita Faria 04 de abril de 2018 às 14:44

Empresas da indústria aeroespacial, companhias do sector automóvel e fabricantes de chips estão entre as primeiras baixas das listas de produtos divulgadas por Washington e Pequim que serão sujeitas a novas tarifas de importação.

 

Depois de os Estados Unidos terem divulgado um rol de 1.300 produtos chineses que serão penalizados na entrada da fronteira, hoje – menos de 11 horas depois - foi a vez de a China retaliar com uma lista de 106 bens dos Estados Unidos sobre os quais será imposta uma taxa adicional de 25%, incluindo soja, aviões, carros, whisky e químicos.

 

Com as duas maiores economias do mundo a caminharem em direcção a uma guerra comercial, a reacção de Wall Street traduz o receio e o pessimismo dos investidores: o industrial Dow Jones cai 1,90% para 23.577,28 pontos, o tecnológico Nasdaq recua 1,35% para 6.847,31 pontos e o S&P500 cede 1,45% para 2.577,92 pontos.

 

As acções da Boeing – cujo 737 deverá ser abrangido pela lista da China - afundam 3,94% para 317,85 dólares, enquanto a Caterpillar cai 3,35% para 140,20 dólares.

 

A Ford cai 1,48% para 11,00 dólares, a General Motors desvaloriza 0,54% para 36,73 dólares e a Fiat Chrysler recua 2,34% para 21,28 dólares. Já a Tesla, que valorizou quase 6% na sessão de ontem, desce 2,90% para 259,31 dólares, depois de ter dito que não precisa de aumentar o capital.

 

Se no capítulo do comércio as notícias não são animadoras, do mercado de trabalho chegaram dados positivos sobre a evolução do emprego. Isto porque antes da abertura do mercado foi revelado pelo ADP Research Institute que o sector privado criou 240 mil postos de trabalho em Março, depois da subida de 235 mil em Fevereiro. Os números contrariam as expectativas que apontavam para uma desaceleração das contratações, com apenas 205 mil postos de trabalho criados.

 

Os dados do governo sobre o desemprego serão conhecidos na sexta-feira, e a Bloomberg antecipa que a taxa terá recuado para menos de 4%. 



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