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Retorno das obrigações bate o das acções pela maior margem em nove anos

O retorno das obrigações nos primeiros seis meses de 2010 excedeu o rendimento das acções pela maior margem desde 2001, depois de o optimismo que se verificou no início do ano ter desaparecido e com os investidores globais a questionarem a resiliência da recuperação económica.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 01 de Julho de 2010 às 12:56
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O retorno das obrigações nos primeiros seis meses de 2010 excedeu o rendimento das acções pela maior margem desde 2001, depois de o optimismo que se verificou no início do ano ter desaparecido e com os investidores globais a questionarem a resiliência da recuperação económica.

A valorização de 4,2% das obrigações nos primeiros seis meses do ano compara positivamente com uma desvalorização de 9,5% das acções do índice de referência MSCI World, segundo dados do Bank of America citados pela Bloomberg. As obrigações tiveram assim um rendimento superior ao das acções em 13,7%. Esta tendência é a inversa da que se registou no primeiro semestre de 2009, em que as acções ganharam 5,1% mais do que as obrigações.

A preocupar os investidores estão os receios de que a Europa leve a economia mundial a ter uma recaída, conduzindo o mundo para a segunda recessão em três anos, devido aos efeitos da crise orçamental europeia. Esta perspectiva levou os dez grupos industriais que integram o S&P 500 a perdas e pressionou o índice Shangai Composite, que perde assim 26% no período.

“No início do ano, o consenso era de que a economia iria ser forte e as acções ultrapassar claramente as obrigações”, disse o gestor de fundos do Neuberger Berman LLC, Thanos Bardas à Bloomberg. Os investidores “não anteciparam os problemas fiscais e os acontecimentos na Europa e as pessoas reviram em baixa as suas expectativas de crescimento”.

A última vez que as obrigações registaram um desempenho superior aos das acções, por uma margem tão grande na primeira metade de um ano, foi em 2001. No semestre seguinte, a diferença agravou-se para 11%.

Já para este ano, os economistas esperam um desenvolvimento diferente. Os Estados Unidos cresceram ao ritmo de 2,7% por ano no primeiro trimestre, segundo os dados do Departamento do Comercio citados pela Bloomberg. Os economistas estimam um crescimento de 3,2% em 2010, o que poderá ser o maior crescimento desde 2004, segundo os economistas inquiridos pela Bloomberg.

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