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S&P 500 atinge valor de fecho mais alto dos últimos dois meses

As principais praças dos Estados Unidos fecharam a primeira sessão do ano em forte alta, sustentadas pela primeira tranche de ajuda financeira à General Motors e pela subida dos preços do petróleo, que impulsinou os títulos energéticos. O Standard & Poor’s 500 atingiu um máximo de dois meses.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Janeiro de 2009 às 21:17
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As principais praças dos Estados Unidos fecharam a primeira sessão do ano em forte alta, sustentadas pela primeira tranche de ajuda financeira à General Motors e pela subida dos preços do petróleo, que impulsinou os títulos energéticos. O Standard & Poor’s 500 atingiu um máximo de dois meses.

O Dow Jones encerrou a ganhar 2,94%, fixando-se nos 9.034,69 pontos.

O S&P 500 avançou 3,16%, para 931,80 pontos, naquele que foi o valor de fecho mais elevado desde a primeira semana de Novembro. Este foi o primeiro ciclo de três dias de subida das últimas cinco semanas.

Desde 2003 que o Standard & Poor’s 500 não tinha um arranque de ano tão positivo. Em 2008, o S&P 500 perdeu 38,5%, o máximo desde os 38,6% de queda em 1937. No passado dia 20 de Novembro chegou mesmo a tocar num mínimo de 11 anos.

O índice tecnológico Nasdaq terminou a marcar 1.632,21 pontos, com uma valorização de 3,50%.

As praças norte-americanas estiveram momentaneamente em baixa, pressionadas pelos maus dados relativos à actividade industrial em Dezembro nos Estados Unidos, mas conseguiram regressar ao terreno positivo com que tinham inaugurado o ano.

"O pior já passou", comentou à Bloomberg TV o principal estratega da Raymond James & Associates, Jeffrey Saut. "Não estou a prever um super ano em 2009, mas penso que será melhor do que o de 2008", acrescentou.

A General Motors, maior fabricante automóvel norte-americana, disparou 15% impulsionada pelo facto de já ter recebido 4 mil milhões de dólares de um empréstimo de resgate no valor de 17,4 mil milhões de dólares prometido pelo Departamento do Tesouro à GM e à Chrysler, com o intuito de evitar a falência destas empresas.

A Exxon Mobil e a Chevron lideraram os títulos das produtoras de energia, naquela que foi a sexta sessão consecutiva de ganhos neste sector.

O Citigroup também ganhou terreno, animado com o anúncio do seu CEO, Vikram Pandit, e do seu "chairman", Win Bischoff, que vão prescindir dos seus bónus de 2008 devido ao facto de o banco ter perdido 75% do seu valor de mercado e ter recebido uma ajuda do governo norte-americano no valor de 45 mil milhões de dólares.

A Starwood Hotels & Resorts Worldwide ganhou 19% devido a rumores de OPA depois ter concordado em notificar um dos seus maiores investidores em caso de qualquer oferta de compra.

Do lado negativo, o Wells Fargo cedeu mais de 2%, depois de fechar a aquisição do Wachovia Corp, no valor de 12,7 mil milhões de dólares. Os economistas prevêem que as execuções hipotecárias continuarão a aumentar e alguns estimam mesmo que o desemprego em 2009 atinja um máximo de 26 anos, salientou a Bloomberg.

A união do Wells e do Wachovia cria o segundo maior banco dos EUA por depósitos e a maior rede de costa a costa, com mais de 6.600 sucursais.



Veja também:

As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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