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Sector farmacêutico empurra Europa para queda

As principais praças europeias encerraram hoje a cair, pressionadas pela desvalorização do sector farmacêutico, no dia em que a britânica AstraZeneca e a norte-americana Pfizer divulgaram falhas em medicamentos produzidos pelas companhias.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 17:32
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As principais praças europeias encerraram hoje a cair, pressionadas pela desvalorização do sector farmacêutico, no dia em que a britânica AstraZeneca e a norte-americana Pfizer divulgaram falhas em medicamentos produzidos pelas companhias. O Dow Jones Stoxx 50 encerrou a deslizar 1,05%, para 2.757,34 pontos, o máximo desde 19 de Novembro.

Em Londres, o índice FTSE-100 [ukx] caiu 0,81%, para 4.696,80 pontos. O sector farmacêutico, penalizado desde que ontem o Citigroup reviu em baixa a recomendação para a maior companhia do sector, a GlaxoSmithKline, voltou a cair hoje. A terceira maior farmacêutica europeia, a AstraZeneca, caiu 8,27%, para 1,886 libras, tendo caído um máximo de 9,19% durante a sessão, depois de ter anunciado que um estudo médico revelou que seu tratamento Iressa falhou em prolongar a vida dos doentes com cancro do pulmão.

Nos EUA, a maior farmacêutica mundial, a Pfizer, afirmou que o analgésico Celebrex apresentou um nível maior de risco para o coração dos pacientes em estudo do que um placebo. O analgésico é da mesma classe que o Vioxx, que a Merck se viu a obrigada a retirar do mercado este Verão.

De volta à Europa, a GlaxoSmithKline caiu 2,17%, para 1,17 libras.

Em Paris, o índice CAC-40 [cac] recuou 1,73%, para 3.744,92 pontos. A farmacêutica Sanofi-Aventis, a segunda maior da Europa, deslizou 1,73%, para 56,7 euros. O título que mais influenciou a queda do índice francês foi contudo a petrolífera Total, que perdeu 1,87%, para 157,3 euros.

O índice holandês AEX [aex] fechou a ceder 0,85%, para 343,49 pontos, condicionado pelo sector financeiro. O ING caiu 1,04%, para 21,90 euros e o grupo Fortis – que comprou parte da área seguradora do BCP – recuou 0,89%, para 19,98 euros. A ASML liderou as perdas no sector tecnológico, depois da Gartner ter anunciado que as vendas de equipamento semicondutor irão cair. A maior fabricante de equipamento semicondutor da Europa resvalou 2,41%, 11,73 euros.

Em Frankfurt, o índice DAX [dax] recuou 1,22%, para 4.182,27 pontos. A «utility» E.On desvalorizou 2,29%, para 64,73 euros. A Siemens, que também fabrica semicondutores, caiu 1,03% para 61,35 euros.

O índice espanhol IBEX-35 [ibex] terminou nos 8.866,00 pontos, a ceder 0,37%. O sector energético voltou a ditar a queda do principal índice espanhol. A Endesa recuou 0,77%, para 16,65 euros, enquanto a petrolífera Repsol cedeu 0,69%, para 18,65 euros.

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