Bolsa Sessão morna em Wall Street com as atenções viradas para o Congresso

Sessão morna em Wall Street com as atenções viradas para o Congresso

As bolsas dos EUA negociaram sem direção definida, oscilando ao longo da sessão entre ganhos e perdas ligeiras. Investidores estão atentos às negociações entre congressistas que visam tentar impedir uma nova paralisação dos serviços públicos do país a partir de sábado.
Sessão morna em Wall Street com as atenções viradas para o Congresso
Reuters
Carla Pedro 11 de fevereiro de 2019 às 21:06

O Dow Jones encerrou a ceder 0,21% para 25.053,11 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s 500 avançou 0,07% para 2.709,80 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite somou 0,13% para 7.307,90 pontos, apesar dos desaires da Apple.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico oscilaram entre subidas e descidas ligeiras, sem conseguirem definir uma direção, no dia em que em Washington quatro negociadores democratas e republicanos do Congresso dos EUA tentam delinear um plano de financiamento da segurança fronteiriça que seja aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Representantes e obtenha também luz verde do presidente, Donald Trump.

 

A paralisação dos serviços públicos a nível federal ("shutdown") é precisamente um dos assuntos que continua a preocupar os mercados, com os investidores à espera de novidades.

 

A paralisação dos serviços públicos federais durou 35 dias, de 22 de dezembro a 18 de Janeiro, dia em que Trump e o Congresso chegaram a acordo para pôr fim ao "shutdown" pelo menos durante três semanas (até 15 de fevereiro).

 

Os investidores continuam também atentos à frente das conversações comerciais entre os EUA e a China, na esperança de que as duas partes consigam um entendimento até ao final do mês.

 

Foi em inícios de dezembro passado, durante a cimeira do G20 na Argentina, que os dois países selaram uma trégua de 90 dias, entre 1 de dezembro e 1 de março, que suspende as taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre os produtos chineses e as sobretaxas impostas pela China a viaturas e peças automobilísticas fabricadas nos Estados Unidos.

 

Nessa altura, Pequim comprometeu-se ainda a voltar a comprar soja aos Estados Unidos e a apresentar um projeto de lei para proibir a transferência forçada de tecnologia.

Desde então, a China baixou as taxas alfandegárias sobre veículos importados dos EUA e recomeçou a comprar soja do país. Trump suspendeu o aumento, de 10% para 25%, nas taxas alfandegárias sobre 200.000 milhões de dólares (175.000 milhões de euros) de bens chineses.

 

Relativamente ao desempenho de hoje entre as cotadas de peso, a Apple destacou-se pela negativa (tendo fechado a cair 0,58% para 169,43 dólares) no dia em que foi apresentada uma nova estimativa da consultora IDC que diz que as vendas de iPhones no trimestre terminado a 29 de dezembro caíram perto de 20% na China (face ao período homólogo de 2017) – o que justifica um pouco melhor o porquê de o volume de negócios da empresa da maçã ter sido inferior em sete mil milhões de dólares ao que a Apple esperava.

 

No passado dia 29 de janeiro, a Apple reportou as contas do seu primeiro trimestre fiscal, terminado a 29 de dezembro, e, apesar da queda das receitas, anunciou lucros acima do esperado, sendo que o "guidance" (estimativas) para o trimestre em curso também animou os investidores.

 

O relatório hoje publicado pela IDC e citado pela Business Insider sublinha que no último trimestre de 2018 o mercado de smartphones encolheu perto de 10% na China, mas a redução das vendas da Apple foi bem superior.

 

A IDC diz que a Apple teve uma performance pior do que o conjunto do mercado devido ao facto de os seus telemóveis serem demasiado caros. Já a Huawei sobressaiu pela positiva, face à generalidade do mercado, com um aumento de 23% das suas vendas durante o mesmo período.




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