Bolsa Deutsche Bank: Só a Fed pode salvar as acções agora

Deutsche Bank: Só a Fed pode salvar as acções agora

Os especialistas do Deutsche Bank acreditam que apenas um alívio da política monetária nos EUA pode ajudar as acções globais a recuperar da forte correcção que está a marcar o ano.
Deutsche Bank: Só a Fed pode salvar as acções agora
Bloomberg
Patrícia Abreu 15 de fevereiro de 2016 às 16:01

As acções mundiais arrancaram o ano em forte queda, arrastadas pelos receios em relação à economia e pelos baixos preços do petróleo. E a pressão vendedora está longe de estar ultrapassada. Uma situação que está nas mãos da Reserva Federal dos EUA mudar, argumentam os estrategas do Deutsche Bank.


Os mercados accionistas estão a ser varridos por um verdadeiro turbilhão, com as principais bolsas globais a marcarem quedas expressivas em 2016. Um cenário negro do qual apenas a Fed as pode salvar, diz o Deutsche Bank. É que, na opinião do banco alemão, perante a crise actual, só uma mudança na política monetária dos EUA pode travar o pessimismo.


Depois de vários anos com a taxa de juro inalterada num intervalo entre zero e 0,25%, a instituição liderada por Janet Yellen subiu pela primeira vez em quase uma década os juros no país em Dezembro. Um movimento que deveria dar início a um ciclo de normalização das taxas nos EUA.


"Sem uma intervenção de política monetária há maior potencial de queda para as acções", antecipa uma nota do Deutsche Bank citada pela CNBC. Os especialistas realçam ainda que "para evitar uma maior subida de incumprimento nos EUA, precisaremos de ver provavelmente uma Fed a abrandar, liderando uma queda sustentável do dólar, maiores preços do petróleo e menor stress nos balanços das companhias de energia".


O problema, diz o banco, é que há poucos sinais que a Fed quer mudar o rumo da sua política monetária. E a divulgação de indicadores económicos robustos, sobretudo no mercado laboral, deverão dar margem para a instituição prosseguir o plano de subida de juros no país.


A divulgação das minutas da Fed relativas à reunião que decorreu nos dias 26 e 27 de Janeiro deverão dar indicações sobre a política monetária no país, isto depois de Yellen ter admitido recentemente que as "condições financeiras nos EUA são menos favoráveis ao crescimento".




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