Bolsa Sonae Capital dispara mais de 6% com entrada no México e hotel em Santa Apolónia

Sonae Capital dispara mais de 6% com entrada no México e hotel em Santa Apolónia

O novo presidente executivo da Sonae Capital, Miguel Gil Mata, revelou na quinta-feira que a empresa está a estudar a entrada no mercado mexicano de energia. Segundo o Dinheiro Vivo a empresa ganhou a concessão de um hotel na estação de Santa Apolónia.
Sonae Capital dispara mais de 6% com entrada no México e hotel em Santa Apolónia
Paulo Duarte/Negócios
Nuno Carregueiro 12 de outubro de 2018 às 11:10

Num dia de recuperação nas bolsas europeias, a Sonae Capital regista o ganho mais expressivo entre as cotadas do PSI-20, beneficiando com a possibilidade de entrar no mercado de energia do México e a notícia de que ganhou a concessão de um hotel em Santa Apolónia.

 

As acções ganham 5,42% para 0,759 euros, sendo que ao longo da sessão já alcançaram uma subida máxima de 6,81%. Os títulos da empresa têm registado uma volatilidade acentuada ao longo das últimas sessões, oscilando entre variações significativas de sinal positivo e negativo. No acumulado do ano estão a cair 14,43%.

 

O novo presidente executivo da Sonae Capital, Miguel Gil Mata, revelou na quinta-feira que a empresa está a estudar a entrada no mercado mexicano de energia.

 

A Sonae Capital "já tem presença e escritórios no México", um "país com uma base industrial fortíssima e condições favoráveis de disponibilidade de combustível e simultaneamente alguma imaturidade da rede eléctrica, o que aconselha investimento em activos descentralizados", disse o líder da Sonae Capital, em declarações à Lusa.

 

Na nota enviada a clientes esta manhã, os analistas do BPI dizem que já era expectável a entrada da Sonae Capital no México, destacando que a empresa deverá "optar por entrar em novas geografias através de contratos bilaterais, com o objectivo de reduzir o risco regulatório".  

 

Salientando que o negócio de energia representa 29% do valor que atribui à cotada, o BPI diz que crescer através deste sector providencia receitas e "cash-flow" mais estáveis, mas entrar em novos mercados sem parceiros locais "aumenta o perfil de risco" da empresa.

 

O BPI avalia a Sonae Capital a 1,35 euros por acção e recomenda a compra dos títulos.

 
Há outra notícia que também justifica a subida das acções da empresa. O Dinheiro Vivo avançou que a Sonae Capital ganhou o concurso para a exploração de um hotel na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, lançado pela Infraestruturas de Portugal e que prevê a instalação de uma unidade hoteleira de quatro ou mais estrelas, com um mínimo de 120 quartos, em parte do edifício da estação de caminho-de-ferro.

Miguel Gil Mata disse ao Dinheiro Vivo que "há um conjunto de obstáculos" a ultrapassar até poder afirmar que o investimento será uma certeza. 


Sonae Capital procura actividades "com ciclos maduros"

A data na qual a Sonae Capital poderá efectivar a aposta no México não foi avançada por Miguel Gil Mata, que considerou "especulativo" apontar um horizonte, mas descreveu que o projecto é centrado em centrais de cogeração.

 

Já em Portugal, e ainda no que diz respeito ao segmento da Sonae Capital dedicado à energia, Miguel Gil Mata falou da nova central de biomassa que está a ser construída em Mangualde, distrito de Viseu, estimando que fique pronta no final de 2019 ou início de 2020.

 

"É uma central de grande envergadura. Estará a meio da fase de construção. A energia térmica servirá a fábrica [unidade fabril do grupo Sonae instalada neste concelho, a Sonae Arauco] e a energia eléctrica visa a rede", disse o presidente executivo a propósito deste investimento superior a 50 milhões de euros.

 

Além da área da energia, a Sonae Capital tem negócios em áreas como hotelaria, 'fitness', imobiliário e indústria.

 

Miguel Gil Mata apontou que "uma das características da Sonae Capital é o foco no longo prazo" na procura de actividades "com ciclos maduros". Convidado a dar nota das prioridades da empresa, o presidente executivo evitou "graduar actividades" desde logo porque as apostas "têm muito a ver com o aspecto oportunístico", justificou.