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Sonae e Brisa atingem novos máximos e impulsionam bolsa

A bolsa nacional subia, em linha com as restantes congéneres europeias, impulsionada pelo BCP, Sonae e Brisa – com estas duas em novos máximos. O PSI-20 valorizava 0,50% com a EDP a travar ganhos maiores do índice português.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 03 de Janeiro de 2005 às 12:33
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A bolsa nacional subia, em linha com as restantes congéneres europeias, impulsionada pelo BCP, Sonae e Brisa – com estas duas em novos máximos. O PSI-20 valorizava 0,50% com a EDP a travar ganhos maiores do índice português.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] cotava nos 7.637,84 pontos com 11 acções a subir, cinco a cair e quatro inalteradas numa sessão marcada por um «sentimento positivo», segundo Pedro Correia da Silva, operador da Título que acrescenta que «é provável que esteja a entrar algum dinheiro no mercado». Para Francisco Guarmon, operador da Probolsa, a sessão está «relativamente tranquila», adiantando que Janeiro «é normalmente um bom mês».

As praças europeias avançavam com as empresas a beneficiar da queda do petróleo, que depreciava em Nova Iorque. Os mercados de Londres estão encerrados hoje.

A Brisa [brisa], que alcançou o máximo histórico nos 6,82 euros, era o título que mais impulsionava o índice com uma subida de 1,93% para 6,9 euros. O preço das portagens das auto-estradas exploradas pela Brisa aumentaram em média 1,83% a 1 de Janeiro, abaixo da inflação prevista para 2005 e na menor subida de sempre, anunciou a concessionária.

A Sonae SGPS [son] também contribuía para a tendência do PSI-20 com um avanço de 2,80% para 1,10 euros, tendo já alcançado o valor mais elevado desde dia 3 de Maio de 2001, nos 1,11 euros. Para Francisco Guarmon «a tendência deste título vem detrás e parece-me que é para continuar».

Segundo o «Diário Económico» as empresas do grupo liderado por Belmiro de Azevedo são as que reúnem maior consenso em relação à «performance», entre os analistas que acompanham a evolução da praça nacional contactados pela Reuters. A Sonae, Impresa, BCP e JM são os preferidos para 2005, com as casas de investimento a apostarem no desempenho daqueles títulos para este ano.

O Banco Comercial Português [bcp] também subia 1,06% para 1,91 euros. Esta instituição bancária pretende inscrever a venda do negócio segurador à Caixa Seguros e ao Fortis nas contas de 2004, apesar da operação com esta última instituição financeira não ter sido ainda aprovada por Bruxelas.

No entanto, ao que o Jornal de Negócios apurou, o banco de Jardim Gonçalves pretende obter autorização da sua entidade reguladora para inscrever a operação nas contas de 2004. Uma informação cujo comentário não foi possível obter junto de fonte oficial.

A aprovação dada pela Autoridade de Concorrência à compra de várias seguradoras do Banco Comercial Português (BCP), pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), tem um impacto «positivo» segundo o analista do Banco BPI, «apesar do mercado já esperar de alguma forma» esta decisão.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] estava inalterado nos 13,30 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] avançava 0,67%, para três euros.

A travar maiores ganhos seguia a Energias de Portugal [edp] com uma desvalorização de 0,45% para 2,22 euros. A REN já acertou com a EDP a venda dos terrenos de três centrais térmicas, avançou hoje o «Diário de Notícias». Tunes, Setúbal e Carregado deverão passar para o universo EDP no início deste mês. José Penedos disse que conta assinar o negócio «na quarta-feira».

O presidente da REN defendeu que no âmbito da decisão de Bruxelas, a «EDP está fragilizada no mercado ibérico perante as suas principais concorrentes, que poderão facilmente – quer a Iberdrola quer a Endesa – fazer um ‘takeover’».

A Portugal Telecom (PT) [ptc] também perdia 0,11% para 9,09 euros, enquanto a PT Multimédia [ptm] deslizava 0,32% para 18,55 euros.

A Reditus e a Novabase, que entraram a 1 de Janeiro deste ano para o PSI-20, apreciavam 9,90% para os 4,55 euros e 0,48% para os 6,30 euros, respectivamente. A Reditus já valorizou mais de 10% na sessão de hoje.

As empresas Portucel [ptcl] e Teixeira Duarte, que saíram do principal índice da bolsa nacional perdiam 0,70% para 1,42 euros e 0,99% para um euro, respectivamente. Para Francisco Guarmon estes dois títulos «são boas oportunidades de compra nos próximos dias».

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