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Sonae ganha 2% e permite fecho positivo em Lisboa

A bolsa nacional esteve a negociar em baixa em grande parte da sessão de hoje mas, ao fim do dia, a Sonae dinamizou a praça nacional. A PT, Galp e BCP impediram um ganho mais acentuado.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Março de 2013 às 16:44
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Foi nos últimos minutos da sessão que a bolsa de Lisboa conseguiu passar para o verde, o que permitiu que, pelo segundo dia consecutivo, o PSI-20 encerrasse em terreno positivo. A subida de 1,9% da Sonae foi a grande responsável pelo movimento.


O índice de referência nacional somou 0,04% para os 6.066,66 pontos, numa sessão em que o índice europeu, o Stoxx Europe 600, perdeu menos de 0,10%.

 

A sessão da Europa desta quarta-feira, 13 de Março, foi passada no vermelho, com os resultados relativos a 2012 de grandes empresas, como a Inditex (dona da Zara), a ficarem aquém do esperado pelos analistas. A subida das vendas a retalho nos Estados Unidos em Fevereiro, superior à esperada pelos economistas, não foi capaz de contrariar esse sentimento negativo.

 

Além disso, houve, na Europa, dois leilões a marcar o dia. Em Itália, o impasse político resultante das eleições levou a que os custos de financiamento fossem mais elevados do que na emissão anterior. Na Irlanda, uma operação de venda de dívida a dez anos conseguiu conquistar uma elevada procura, o que permitiu que as taxas de juro pedidas pelos investidores fossem inferiores às inicialmente estimadas.

 

Com dados positivos e negativos, as variações das acções foram bastante ligeiras, tal como tem acontecido nas últimas sessões.

 

Retalho em alta em semana de internacionalização


A Sonae, ao ganhar 1,90% para os 0,698 euros, foi a empresa nacional que mais subiu, depois de ter revelado uma quebra de 69% dos lucros relativos a 2012. A descida do lucro deveu-se à Sonae Sierra – cujos resultados já tinham sido antecipados – pelo que os investidores se centraram no segmento alimentar – onde a empresa detém os supermercados Continente –, cujos números surpreenderam pela positiva. À tarde, a retalhista revelou, em comunicado, a intenção de exportar os produtos de marcas alimentares. 

 

A concorrente Jerónimo Martins, que está a abrir esta semana as primeiras lojas na Colômbia, somou 0,29% para os 15,496 euros.

 

O grupo EDP também encerrou em alta. A empresa liderada por António Mexia avançou 0,21% para os 2,36 euros. Ao terminar nos 3,947 euros, a EDP Renováveis marcou uma valorização de 0,74%. Estas subidas foram contrariadas, no sector, pela quebra de 1,02% da REN, cujos títulos encerraram nos 2,227 euros.


Num dia em que os preços do petróleo deslizam perto de 1% em Londres, mercado de referência para Portugal, a Galp Energia recuou 0,46% para os 11,995 euros.

 

PT e BCP entre as que mais recuam

 

A Portugal Telecom, ao perder 0,42% para os 4,008 euros, esteve entre as cotadas que impediu um ganho mais folgado em Lisboa. A Sonaecom, controlada pela Sonae, somou 0,64% para os 1,578 euros, ao passo que a Zon Multimédia deslizou uns ligeiros 0,03% para os 3,381 euros.

 

Na banca, o BCP perdeu 0,91% para os 10,9 cêntimos, variação idêntica à do BPI, cuja queda de 0,94% levou as acções a terminar nos 1,159 euros. O BES somou 0,10% para 0,966 euros.

 

Mais uma vez, a Mota-Engil destacou-se com uma descida de 1,10% para os 1,884 euros.

 

(Notícia actualizada às 16h50)

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