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Subidas superiores a 5% do BCP e da Mota permitem ganhos na bolsa nacional

A bolsa nacional conseguiu contrariar a tendência de queda registada no resto da Europa e fechou a subir. A justificar este comportamento esteve essencialmente o BCP, que avançou mais de 5%, e atingiu um novo máximo de Fevereiro de 2012, bem como a Mota-Engil.

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Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Dezembro de 2013 às 16:46
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O PSI-20 avançou 0,02% para 6.539,31 pontos, com oito acções a subir, 11 a cair e uma inalterada. Entre os congéneres europeus a tendência foi de queda, depois de ter sido divulgado que a produção industrial de Espanha caiu inesperadamente em Novembro, aumentando os receios em torno da economia europeia.

 

A contribuir para a subida da bolsa nacional esteve essencialmente o BCP, ao registar um ganho de 5,07% para 0,1368 euros, o que corresponde a um novo máximo de Fevereiro de 2012. O banco liderado por Nuno Amado continua a recuperar das perdas registadas anteriormente. A subida surge no dia em que o CaixaBI emitiu uma nota de análise em que considera que a reforma sobre os impostos diferidos activos em Espanha tem um impacto "positivo" para a banca nacional. Caso alterações fossem aplicadas em Portugal, BCP seria o mais beneficiado. A reforma dos impostos diferidos em Portugal teria impacto de 1,5 mil milhões de euros para BCP e BES.

 

Esta é a quinta sessão consecutiva de ganhos para o BCP. Neste período, as acções do banco acumularam um ganho acumulado de 20,11% elevando para 82,4% a subida desde o início do ano. Se as acções do BCP fecharem 2013 com este comportamento, este será o primeiro ano em quatro em que conseguem valorizar e será o melhor ano desde 2006, ano em que os títulos avançaram 20,17%.

 

O BCP esteve isolado neste comportamento esta segunda-feira, 2 de Dezembro, com o BES a perder 0,97% para 1,02 euros, o BPI a recuar 0,17% para 1,185 euros, o Banif a recuar 3,06% para 0,0095 euros, depois de ter disparado mais de 27% na sexta-feira, e o ESFG a perder 0,98% para 5,05 euros. 

 

A contribuir para esta subida esteve também a Mota-Engil, que subiu 5,38% para 4,68 euros. Um comportamento que continua a ser transversal ao sector da construção. As empresas de construção continuam em destaque na praça lisboeta, com os títulos do sector a registarem ganhos significativos, com as empresas a darem um pontapé na crise, sustentadas pela actividade em África. 

 

A Soares da Costa avançou 5,88% para 0,36 euros e a Teixeira Duarte cresceu 4,49% para 0,93 euros.

 

Do lado oposto esteve a Jerónimo Martins, ao descer 1,68% para 14,945 euros.

 

No sector da energia, a Galp caiu 1,11% para 12,06 euros, a EDP cedeu 0,47% para 2,772 euros e a EDP Renováveis depreciou 0,10% para 3,93 euros.

 

Entre as operadoras de telecomunicações, a Zon Optimus subiu 1,85% para 5,437 euros e a Sonaecom apreciou 1,53% para 2,58 euros. Já a Portugal Telecom desceu 1,33% para 3,263 euros.

 

(Notícia actualizada às 17h19 com mais informação)

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