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Subidas de BCP e EDPR ajudam PSI-20 a tocar máximos de 15 meses. Lisboa volta a liderar ganhos na Europa

A praça portuguesa terminou em alta pela quinta sessão consecutiva, liderando os ganhos entre as congéneres europeias. Por cá, a reação do BCP aos resultados e a subida da EDP Renováveis deram força.

A bolsa portuguesa destaca-se com uma escalada de 20% em menos de mês e meio.
Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Maio de 2021 às 16:43
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O índice PSI-20 fechou a sessão desta terça-feira a ganhar 0,70% para os 5.278,80 pontos, alargando o ciclo de subidas pelo quinto dia consecutivo. No resto da Europa, o sentimento foi também de ganhos, mas Lisboa conseguiu voltar a liderar as valorizações entre as principais capitais europeias.

Por cá, um dos destaques foi para o BCP - Banco Comercial Português, que fechou o dia a ganhar 3,75% para os 16,62 cêntimos por ação, mas chegou a registar um ganho de 8,49% para os 17,38 cêntimos por ação, o que representa um máximo desde fevereiro do ano passado e a maior subida intradiária desde janeiro deste ano.

A impulsionar esta prestação em bolsa estão os resultados "acima do esperado" apresentados ontem, já depois do fecho de sessão. 

O BCP obteve lucros de 57,8 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. Um aumento face ao mesmo período do ano passado, apesar de o banco liderado por Miguel Maya ter constituído 112,8 milhões de euros para riscos legais associados a créditos em francos suíços, na Polónia. 

Os analistas do CaixaBank/BPI previam uma subida homóloga de 35% no lucro líquido referente aos primeiros três meses deste ano, para os 48 milhões de euros.

A subir esteve também a EDP Renováveis (3,74%) e a EDP (2,04%).

Ex-dividendo trava bolsa
A impedir subidas mais expressivas do PSI-20 estão as quatro cotadas que descontaram esta terça-feira o dividendo que será pago aos acionistas a partir de dia 20.

A Galp, que vai pagar um dividendo de 0,35 euros, perdeu 2,12% para os 10,16 euros por ação. Mas sem contar com o desconto do dividendo, a petrolífera teria subido 1,25%.

Situação semelhante verifica-se na Altri, cujas ações hoje perderam 3,30% para os 6,45 euros por ação. Se não tivermos em conta o dividendo de 0,25 euros por ação que a papeleira vai distribuir pelos acionistas, teria conseguido valorizar 0,45% na sessão desta terça-feira.

Em ex-dividendo esteve também a Ramada - que caiu 6,74% para os 6,92 euros por ação. Não fosse o desconto dos 0,60 euros por ação que diz respeito à remuneração aos acionistas, e a cotação da empresa teria subido 1,35% hoje.

Já os CTT - Correios de Portugal terminaram o dia a valorizar 1,40%, mesmo com o desconto dos 0,085 euros por ação do dividendo. Sem este valor, as ações teriam valorizado 3,55%.
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