Bolsa Suspensão das tarifas sobre o México dá ganhos a Wall Street

Suspensão das tarifas sobre o México dá ganhos a Wall Street

As bolsas dos Estados Unidos abriram a semana em alta, a beneficiar do acordo entre os Estados Unidos e o México, que levou à suspensão das tarifas.
Suspensão das tarifas sobre o México dá ganhos a Wall Street
Reuters
Rita Faria 10 de junho de 2019 às 14:38

Os principais índices norte-americanos abriram em alta esta segunda-feira, 10 de junho, animados pela decisão da administração Trump de recuar na imposição de tarifas sobre as importações do México, que entrariam hoje em vigor.

 

Depois de ter ameaçado impor taxas alfandegárias de 5% sobre as importações do México – que subiriam progressivamente até 25% em outubro – o governo dos Estados Unidos anunciou, na sexta-feira, que as tarifas seriam suspensas depois de os dois países terem assinado um acordo que prevê que o México tomará medidas para controlar o fluxo de migrantes para os Estados Unidos, o grande objetivo de Trump.

 

O índice industrial Dow Jones ganha 0,65% para 26.151,96 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq avança 0,91% para 7.812,56 pontos. Já o S&P500 soma 0,68% para 2.893,51 pontos

 

Os produtores automóveis dos Estados Unidos, muitos dos quais com produção no México, são dos que mais contribuem para a subida. A General Motors valoriza 2,03% para 36,21 dólares, enquanto a Ford sobe 2,20% para 9,98 dólares.

 

Também a United Technologies avança 1,27% para 133,91 dólares depois de ter sido anunciada a fusão com a Raytheon, que vai dar origem a uma nova empresa aeroespacial e de defesa avaliada em 121 mil milhões de dólares. As ações da Raytheon sobem 1,56% para 188,85 dólares.

 

A contribuir para o otimismo estão também os dados sobre as exportações da China, que voltaram a crescer inesperadamente em maio, apesar das tarifas dos EUA, ainda que as importações tenham registado a maior queda em quase três anos.

 

Por outro lado, os investidores continuam esperançosos que a Reserva Federal dos Estados Unidos irá anunciar um corte dos juros na reunião de julho, especialmente depois dos dados pouco animadores sobre a evolução das contratações, que foram conhecidos na sexta-feira.




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