Bolsa Tarifas sobre produtos chineses devem manter-se este ano e notícia fragiliza Wall Street

Tarifas sobre produtos chineses devem manter-se este ano e notícia fragiliza Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em baixa, depois de terem chegado a marcar novos máximos históricos durante a sessão. A inverter a tendência esteve a notícia de que as atuais tarifas dos EUA sobre produtos chineses poderão manter-se durante este ano, pelo menos até às eleições de 3 de novembro.
Tarifas sobre produtos chineses devem manter-se este ano e notícia fragiliza Wall Street
Reuters
Carla Pedro 14 de janeiro de 2020 às 21:15

O Dow Jones conseguiu encerrar a subir 0,11% para 28.939,67 pontos – depois de durante a sessão ter estabelecido o valor mais alto de sempre, nos 29.054,16 pontos.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 terminou a jornada a ceder 0,15% para 3.283,15 pontos, depois de ter fixado na negociação intradiária um novo recorde – nos 3.294,25 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite inverteu para a baixa na reta final da sessão, fechando a recuar 0,24% para 9.251,33 pontos, após ter marcado durante o dia um novo máximo histórico nos 9.298,33 pontos.

 

A um dia da assinatura do acordo comercial de "fase 1" entre os EUA e a China – e numa semana em que grandes bancos norte-americanos começam a reportar as suas contas do quarto trimestre –, o ambiente continuava hoje a ser de otimismo na abertura da sessão.

 

No entanto, a Bloomberg relatou, citando fontes próximas do processo, que as atuais tarifas alfandegárias dos EUA sobre produtos chineses, no valor de milhares de milhões de dólares, deverão manter-se em vigor até depois das eleições presidenciais de novembro próximo, o que levou os investidores a adotarem uma atitude de maior prudência - conduzindo assim o S&P 500 e o Nasdaq para terreno negativo.

 

Os EUA e a China concordaram que, não antes de 10 meses após a assinatura do acordo comercial parcial (que acontece amanhã em Washington), os EUA analisarão os progressos e poderão reduzir as taxas aduaneiras ainda em vigor – o que o acordo fez, no imediato, foi travar a imposição de novas tarifas a 15 de dezembro passado), no valor de 360 mil milhões de dólares de importações da China, refere a Bloomberg citando as referidas fontes,

 

"Havia imenso otimismo devido ao acordo e agora esta notícia está a ter impacto nesse otimismo e há muitas perguntas no ar", comentou à Bloomberg um estratega de mercado da Informa Financial Intelligence, Ryan Nauman.

Boeing procura empréstimo e valoriza

Destaque nesta sessão para a Boeing, que conseguiu encerrar a subir 0,65% para 332,35 dólares, no dia em que correu o rumor de que a construtora aeronáutica está a falar com um grupo de bancos para conseguir financiamento.

Segundo a Bloomberg, citando fontes ligadas ao processo o Citigroup está a conduzir as conversações entre a Boeing e um pequeno grupo de bancos, para conseguir obter crédito numa altura em que lida com apuros devido ao facto de a produção dos seus 737 Max estar suspensa.




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