Bolsa Tecnologias, energia e saúde animam bolsas dos EUA

Tecnologias, energia e saúde animam bolsas dos EUA

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, impulsionadas sobretudo pelas cotadas das tecnologias, energia e saúde.
Tecnologias, energia e saúde animam bolsas dos EUA
Reuters
Carla Pedro 11 de setembro de 2019 às 21:07

O Dow Jones encerrou a somar 0,85% para 27.136,91 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,72% para 3.000,91 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 1,06% para 8.169,68 pontos.

 

Depois de ontem terem preferido optar pela prudência, com os índices de Wall Street a registarem poucas oscilações, nesta quarta-feira os investidores apostaram sobretudo nas cotadas das tecnologias, energia e cuidados de saúde e restituíram ânimo às bolsas do outro lado do Atlântico.

 

O índice tecnológico subiu pela primeira vez em quatro sessões, muito à conta do bom desempenho da Apple – que ontem apresentou os seus novos produtos, que foram bem acolhidos pela comunidade tecnológica e pelos fãs da fabricante de iPhones.

 

A empresa da maçã, liderada por Tim Cook, encerrou a sessão a subir 3,18% para 223,59 dólares.

 

Já as cotadas dos cuidados de saúde ganharam terreno com uma nova investida do presidente norte-americano no sentido de conter a epidemia dos opiáceos.

 

Ontem foi veiculada a informação de que Donald Trump está a delinear uma ordem executiva para reprimir a entrada, em território norte-americano, de fentanil e outros produtos contrafeitos provenientes da China e de outras regiões. A informação foi dada à Bloomberg por fontes conhecedoras do processo e este será mais um passo para pressionar Pequim no sentido de ajudar Washington a combater a crise de opiáceos que se vive nos Estados Unidos.

 

Os EUA têm criticado a China por não fazer o suficiente para travar o fluxo de vendas de fentanil, um medicamento para as dores que causa habituação – e que, por ser altamente viciante, tem desempenhado um papel preponderante na epidemia de opiáceos (a par com a metadona) que é tida como sendo a responsável por milhares de mortes nos Estados Unidos.

 

Também a energia esteve em alta. Apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter revisto em baixa a sua estimativa para a procura mundial de crude em 2019 e 2020, a forte queda dos stocks norte-americanos desta matéria-prima ajudou a manter as cotadas do setor no verde.

 

As bolsas estão a começar a ganhar mais gás com a perspetiva de novos estímulos monetários por parte de bancos centrais, podendo esse anúncio ser feito amanhã pelo BCE e na próxima semana pela Fed.




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