Bolsa Tecnologias ofuscam queda do setor financeiro e sustentam Wall Street

Tecnologias ofuscam queda do setor financeiro e sustentam Wall Street

As bolsas dos EUA fecharam em alta, animadas sobretudo pelo boa performance do setor tecnológico, o que compensou as perdas dos títulos financeiros.
Tecnologias ofuscam queda do setor financeiro e sustentam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 05 de fevereiro de 2019 às 21:07

O Dow Jones encerrou somar 0,68% para 25.411,52 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,47% para 2.737,70 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite registou uma subida de 0,74% para 7.402,08 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico mantiveram assim a tendência positiva registada nas últimas sessões, tendo sido a quinta jornada consecutiva em alta.

 

Tal como ontem, o movimento de subida deveu-se sobretudo ao setor tecnológico, que ajudou a compensar as perdas generalizadas no setor financeiro num dia de queda dos juros da dívida soberana dos EUA.

 

Os investidores aguardavam com expectativa o discurso sobre o Estado da União a ser proferido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, às 21:00 de Washington (02:00 da manhã de quarta-feira em Lisboa).

 

O discurso sobre o Estado da União deveria ter sido proferido a 29 de Janeiro, mas foi adiado uma semana devido aos atrasos decorrentes da paralisação dos serviços públicos a nível federal ("shutdown").

 

E o "shutdown" é precisamente um dos assuntos que continuam a preocupar os mercados, com os investidores à espera de ouvir o chefe da Casa Branca falar sobre o tema.

 

A paralisação dos serviços públicos federais durou 35 dias, de 22 de dezembro a 18 de Janeiro, dia em que Trump e o Congresso chegaram a acordo para pôr fim ao "shutdown" pelo menos durante três semanas (até 15 de fevereiro).

 

O acordo foi conseguido através de um financiamento temporário que permitiu a normalização dos serviços públicos enquanto prosseguem as negociações sobre como garantir a segurança da fronteira dos EUA com o México.

 

Trump ameaçou impor novo "shutdown" a partir dessa data se não lhe dessem o dinheiro que pretende para a construção do muro.

 

O chefe da Casa Branca pretende ver aprovado pelo Congresso (Senado e Câmara dos Representantes) um pacote de 5,7 mil milhões de dólares para o muro que quer construir ao longo da fronteira com o México.

 

Donald Trump tem continuado decidido a usar o seu poder de veto sobre qualquer lei de financiamento federal aprovada no Congresso que não contemple o dinheiro que pretende para o referido muro.

 

Uma possibilidade que surgiu entre os democratas foi a de dar a Trump a maior parte – ou mesmo a totalidade – do dinheiro que o presidente quer, mas que não pudesse ser usado na construção do muro. Ou seja, que contribuísse para reforçar a segurança na fronteira com o México, mas de outra forma: com a aposta em ferramentas tecnológicas, como drones e sensores, bem como com o destacamento de mais agentes da patrulha fronteiriça.

 

Mas o presidente dos EUA continua a dizer que quer esses fundos para construir o muro. E na semana passada veio uma vez mais dizer que, por lei, recorrendo ao estado de emergência nacional, poderá fazê-lo.




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