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Teixeira Duarte afunda 25% no adeus ao PSI-20 e Montepio sobe 13%

As três cotadas que, na segunda-feira, são promovidas ao principal índice de referência tocaram hoje em valores inéditos em, pelo menos, três anos. As que saem do PSI-20, Impresa e Teixeira Duarte, caíram. Todas tiveram uma forte troca de acções.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 17:53
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A Corticeira Amorim tocou esta sexta-feira, 18 de Março, no preço mais elevado de sempre desde que está a negociar na Bolsa de Lisboa. E é com esta cotação que a empresa vai ingressar no índice de referência PSI-20 na segunda-feira, 21 de Março. 

 

A empresa do grupo de Américo Amorim ganhou 9,33% para fechar nos 6,986 euros por acção. Foi um máximo histórico que mostra que a entrada nos principais índices das bolsas nacionais traz vantagens: há fundos que replicam estes índices, pelo que têm de ter os elementos que o compõem; além disso, tornam-se acções mais expostas a um maior número de investidores, o que aumenta a liquidez e torna a formação do preço mais eficiente. 

 

Mas a Corticeira Amorim não vai ser a única empresa a entrar no PSI-20 na próxima segunda-feira. Consigo estão as acções da Sonae Capital e as unidades de participação do fundo do Montepio. Também elas negociaram animadas neste último dia antes de entrarem no PSI-20.

A Sonae Capital somou 3,85% para os 0,621 euros. Não tocava neste valor desde Abril de 2010, há quase seis anos.

 

Já as unidades do Montepio, que não são acções porque, entre outros, não conferem direito de voto nas decisões da empresa, dispararam 12,74% para terminarem nos 0,655 euros. Neste caso, houve uma recuperação da cotação para níveis do início de Janeiro, mesmo apesar de os analistas considerarem que não é um investimento interessante e de o próprio presidente executivo da caixa económica sublinhar que não se compromete com datas para o arranque das remunerações a estes títulos.

 

Em todas as empresas houve uma forte troca de acções. No caso da Corticeira Amorim, o máximo histórico foi conseguido num dia em que foram transaccionadas 271 mil acções quando a média é de apenas 30 mil acções trocadas por sessão. A Sonae Capital viveu um dia parecido: em vez da média de 418 mil acções negociadas, trocaram de mãos mais de 1,4 milhões esta sexta-feira. No Montepio, o volume foi o dobro do habitual.

 

As empresas que tiveram esta sexta-feira a última sessão integradas no PSI-20 também tiveram um dia de fortes transacções. No caso da Teixeira Duarte, foram trocadas 942 mil acções, quando a média semestral se fixa na transacção de 67 mil acções por dia. Foi o maior volume desde Abril de 2015.

 

Na sessão, a empresa de construção afundou 25,17% para 0,22 euros, um valor mínimo desde Agosto de 2012.

 

Já a Impresa, cuja saída marca o fim do sector dos media no principal índice bolsista português, deslizou 6,75% para 0,359 euros: a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão esteve em mínimos de vários anos nas últimas sessões.

 

O volume da dona do Expresso e da SIC foi muito superior ao habitual: em vez dos 111 mil títulos trocados por sessão, esta sexta-feira foram transaccionadas 2,2 milhões de acções.

Nestes casos, houve uma pressão vendedora sobre os títulos, tendo em conta que os investidores se desfazem de acções que não estão no principal índice bolsista. 

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