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Teixeira Duarte sobe 9% para o valor de fecho mais elevado desde Abril

A construtora apresentou resultados operacionais "fortes", apesar do prejuízo líquido. Títulos em bolsa subiram dois cêntimos, encerrando no preço mais alto dos últimos cinco meses. Soares da Costa fechou inalterada.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Setembro de 2012 às 17:20
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A Teixeira Duarte terminou a sessão desta segunda-feira nos 0,24 euros. A construtora não fechava num preço por acção tão elevado há já cinco meses.

A valorização de hoje da empresa presidida por Pedro Teixeira Duarte foi de 9,09%, com as acções a subirem dos 0,22 euros, de sexta-feira, para os 0,24 euros. As acções já tinham tocado neste preço por várias vezes durante algumas sessões dos últimos meses mas não fechavam neste preço desde Abril.

O volume da construtora na sessão desta segunda-feira foi de 221.284 títulos transaccionados, seis vezes acima da média diária dos últimos seis meses, calculada pela Bloomberg, que se situa nas 35.100 acções trocadas.

A construtora presidida por Pedro Teixeira Duarte (na foto) apresentou “resultados operacionais bem acima das nossas estimativas devido ao forte desempenho das unidades não ligadas à construção”, de acordo com as estimativas da casa de investimento do BPI, cuja recomendação para a cotada é "reduzir", com um preço-alvo de 0,20 euros.

Apesar de ter registado um resultado líquido de 10 milhões de euros no segundo trimestre do ano, o resultado operacional (EBITDA - resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de 31 milhões de euros no mesmo período, de acordo com o comunicado emitido na sexta-feira. A expectativa dos analistas Bruno Silva e Filipe Martins Leite apontava para 11 milhões de euros.

As receitas da Teixeira Duarte ascenderam a 305 milhões de euros no trimestre, o que representa uma quebra de 19% no segundo trimestre. A surpresa foi a subida do desempenho das unidades fora da construção: o volume de negócios dos segmentos do imobiliário, dos hotéis e das vendas a retalho superou as estimativas dos analistas do BPI.

Soares da Costa inalterada com apenas 2.000 acções trocadas


Já a concorrente Soares da Costa fechou a sessão inalterada nos 0,16 euros, com apenas 2.000 acções negociadas. A média dos últimos seis meses corresponde à negociação de 29.124 títulos por sessão.

A construtora reportou os resultados do segundo trimestre na sexta-feira mas, neste caso, foram as receitas da unidade de construção a surpreenderem pela positiva os analistas do BPI.

“As receitas da unidade de construção aumentaram 13% no trimestre e ficaram 23% acima das nossas estimativas, [comportamento] justificado pelos fortes resultados nas unidades internacionais”, comentam Bruno Silva e Filipe Martins Leite.

Na análise a todo o negócio, as receitas da Soares da Costa ficaram 22% acima da estimativa dos especialistas ao fixarem-se nos 221 milhões de euros. Um comportamento que não impediu a quebra do resultado para níveis negativos: o prejuízo cifrou-se em 8,7 milhões de euros no segundo trimestre, abaixo dos 8,5 milhões previstos.

Os custos não recorrentes, como as rescisões e as correcções fiscais, penalizaram as contas trimestrais da empresa sob o comando de António Castro Henriques. Os resultados foram, “mais uma vez, afectados por custos extraordinários”, indicaram os analistas. O BPI Equity Research atribui um preço-alvo de 0,30 euros, com uma recomendação de "vender", às acções da Soares da Costa.

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