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Testes de stress à banca levam bolsas europeias às perdas

Os principais índices bolsistas do Velho Continente encerram esta segunda-feira em terreno negativo, pressionados pelos resultados dos testes de stress ao sector financeiro. Dos 130 bancos analisados pelo Banco Central Europeu, 25 instituições falharam na avaliação.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 18:13
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As principais praças do Velho Continente encerraram esta primeira sessão da semana em terreno negativo. A pressionar a evolução dos índices europeus estiveram os resultados dos testes de stress ao sector financeiro europeu realizados pelo Banco Central Europeu (BCE).

 

Foram analisados 130 bancos nestes testes e 25 instituições chumbaram. Dos 25 bancos que o BCE considerou terem necessidades de capital, 12 deles já tomaram iniciativas que lhes permitiram cobrir essa deficiência durante o ano de 2014.

 

O principal índice italiano e o índice de referência grego foram as praças que lideraram as quedas na Europa. Atenas encerrou a sessão desta segunda-feira a recuar 3,42% e Milão perdeu 2,40%. O Stoxx 600, que agrega as 600 maiores empresas europeias, cedeu 0,63%. É o sistema financeiro italiano e grego que, de acordo com os testes de stress, têm mais necessidades de capital. Nove bancos italianos e três bancos gregos chumbaram nestes testes.

 

"Há ainda muitos problemas por resolver e os bancos italianos ainda têm muito trabalho para fazer. Mesmo no caso dos bancos que passaram, o que é que há para reviver? Ainda têm de encontrar o modelo de negócio e descobrir como é que como é que vão voltar a emprestar. A questão é: o que é que segue? Há ainda questões que não foram respondidas e às quais os testes de stress não podem responder", afirmou à Bloomberg Michael Woischneck.

 

Além disso, a marcar o dia nos mercados estiveram os dados disponibilizados pela autoridade monetária europeia, que revelam que o BCE comprou 1,7 mil milhões de euros em dívida privada na semana passada. Estas compras são mais um passo para a autoridade monetária travar a queda dos preços na Zona Euro e para colocar mais dinheiro a circular no mercado. O BCE comprou activos de bancos espanhóis, italianos, franceses, alemães e portugueses. Este volume superou as estimativas dos analistas.

 

Na Europa, o sector financeiro como um todo foi o que mais caiu (1,74%), seguido do sector automóvel (1,34%). O banco italiano Intesa San Paolo desceu 3,14% para 2,282 euros, o também italiano Unicredit recuou 2,55% para 5,735 euros. O Deutsche Bank cedeu 1,45% para 24,73 euros e o espanhol Santander desvalorizou 2,49% para 6,866 euros.

 

A Renault recuou 1,72% para 54,20 euros e a BMW desceu 1,16% para 81,375 euros.

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