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Testes de stress levam generalidade das bolsas europeias a registar perdas

Apesar de o início de sessão ter sido positivo para as principais praças europeias, o sentimento é agora o inverso para a maioria dos índices, com os investidores a demonstrarem alguma apreensão face às necessidade de capital reveladas por algumas das instituições financeiras que não superaram os testes de stress.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 10:07
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A generalidade das bolsas europeias segue a registar perdas depois de um início de sessão em que as praças europeias registaram subidas superiores a 1%.

 

Também o sector da banca do Velho Continente, que iniciou a sessão em alta, segue agora a cair 0,63% para 192,54 pontos, o que parece mostrar que os mercados estão apreensivos quanto aos resultados, conhecidos este domingo, dos testes de stress aplicados pelo Banco Central Europeu (BCE).

 

Dos 130 bancos analisados, não passaram os testes 25 instituições financeiras europeias, sendo que 12 destes bancos já adoptaram medidas que deverão permitir cobrir as necessidades de capital em 2014.

 

A praça italiana, que cai 1,03%, é mesmo a que regista maiores perdas até porque o sistema financeiro transalpino foi o mais severamente penalizado pelos resultados de testes de stress.

 

Foram nove, entre os 15 analisados, os bancos que não superaram as provas de resiliência, o que demonstra que a banca transalpina é aquela que regista maiores carências de fundos próprios. Entre eles está o Banca Monte dei Paschi que, apesar das medidas já adoptadas, regista uma necessidade de capital de 2,1 mil milhões de euros.

 

Ainda a cair está o espanhol Ibex (-0,63%), o alemão (-0,02%) e o francês CAC40 (-0,07%), isto apesar de nenhum banco destes mercados ter necessidade de tomar mais medidas para melhorar os rácios de capital.

 

As excepções são protagonizadas pelo português PSI-20 que soma 0,36%, pela praça holandesa que avança 0,40% e pela praça grega que aprecia 1,50%. O sistema financeiro grego também foi um dos sinalizados pelos testes do BCE, uma vez que três dos quatro bancos analisados acabaram por não superar a prova de solidez e resiliência financeira.

 

Ainda a influenciar negativamente a confiança dos investidores está a divulgação de que o índice de confiança dos empresários alemães caiu em Outubro, pelo sexto mês consecutivo, para mínimos de 2012. O índice Ifo caiu para 103,2 pontos depois de ter registado 104,7 pontos no mês anterior. Trata-se de uma queda maior do que as estimativas dos analistas que apontavam para uma quebra para os 104,5 pontos.

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